CUIDADO COM AS MÃOS DO IDOSO É FOCO DE CONGRESSO

Quase um quinto da população brasileira é composta por pessoas com 60 anos ou mais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda conforme o Instituto, a população idosa vai chegar a 76 milhões em 2050.

Com a evolução da expectativa de vida, se faz cada vez mais necessário pensar na saúde e bem-estar do idoso, questão que será foco do 42° Congresso Brasileiro de Cirurgia da Mão, realizado pela SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão). O evento que teve início nesta quinta-feira (04/08) e segue até sábado (06/08) reúne cirurgiões da mão de várias partes do país em Campinas (SP), para compartilharem conhecimentos e se atualizarem nos tratamentos de patologias da mão do adulto e do idoso.

Ao falar do público idoso, um dos pontos de alerta são as quedas. Segundo o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, estima-se que há uma queda para um em cada três pessoas com mais de 65 anos e que um em vinte daqueles que tiveram uma queda sofram uma fratura ou necessitem de internação. Dentre os mais idosos, com 80 anos ou mais, 40% caem a cada ano. Já dos que moram em asilos e casas de repouso, a frequência de quedas é de 50%.

Ao cair, o primeiro reflexo de proteção é espalmar a mão no chão. Esse mecanismo de defesa leva ao impacto do punho e eleva o risco de fratura. Nos casos de idosos com osteoporose é muito frequente essa fratura, somente perdendo para coluna e quadril.  “A fratura do punho no idoso por queda considerada de baixa energia, é um indicativo da presença de osteoporose. Esse reconhecimento possibilitará a prevenção de outras lesões ósseas”, fala o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão, Samuel Ribak.

O especialista alerta que a fragmentação óssea e o tratamento inadequada poderão levar a dor com perda grande de movimento e da força de preensão. “Por isso, é de extrema importância as medidas de prevenção de quedas em idosos”, acrescenta.

Entre outras questões que serão abordadas no Congresso estão a artrose da mão, anomalia de Linburg-Comstock – Comparação da prevalência em mulheres com e sem diagnóstico clínico de Síndrome do Túnel do Carpo, novidades do tratamento do dedo em gatilho, da tenossinovite De Quervain, além de pontos referentes à atuação médica, como a relação médico e paciente no passado, presente e perspectivas futuras. A programação inclui palestrantes de outros países, como Estados Unidos, México e Argentina.

Durante o Congresso, será lançado o terceiro livro da série “Atualização em Cirurgia da Mão”, sobre afecções não traumáticas, muitas direcionadas aos cuidados e tratamentos das mãos do adulto e do idoso. “O programa científico do Congresso está bem completo e abrangente, revisando todas as áreas de atuação da especialidade Cirurgia da Mão. Uma excelente oportunidade de aprendizado, revisão de conteúdo e troca de experiências”, ressalta o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão.

A SBCM (Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão), fundada em 1959, congrega médicos especialistas em Cirurgia da Mão e Reconstrutiva do Membro Superior. A instituição promove a formação de profissionais, além de fornecer condições para atualização permanente, sob a forma de ensino, pesquisa, educação continuada, desenvolvimento cultural e defesa profissional.

 

Foto:  Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão, Samuel Ribak.

Crédito:  Jorge Soares.

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