MERCADO DE TECNOLOGIA EM BIOMETRIA DEVERÁ CHEGAR A US$ 15 BI ATÉ 2024

Hoje o mercado de tecnologia em biometria está estimado em US$ 2 bilhões, com previsão de atingir US$ 15 bilhões até 2024. Isso porque o uso de novas tecnologias será essencial para ampliar a oferta de serviços, proteger pessoas, driblar a desburocratização, inibir fraudes e crimes de falsificação de documentos. “Tal tecnologia de biometria e identificação humana aplica-se nas mais diversas áreas, como: finanças, varejo, e-commerce, segurança, saúde, governo, educação e dispositivos de consumo”, explica Luciano Baptista, responsável pelo Biometrics HITech, “único evento especializado no Brasil com o foco em negócios”, evidencia.segunda-edicao-da-biometricsdor_5425

A Akiyama, empresa de Curitiba, que participou do 2º Biometrics HITech, vendeu recentemente para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o Biocrypto um leitor ótico que “lê” as camadas digitais mais profundas do dedo. Trata-se de uma solução de identificação de impressão digital com criptografia que utiliza leitores de alta qualidade de captura certificadas pelo FBI. O Biocrypto garante que a captura enviada ao sistema do cliente seja feita pelo leitor autorizado, evitando fraudes, troca ou qualquer outra alteração do equipamento de leitura que possa comprometer as informações biométricas sigilosas. A Akiyama também tem uma solução que cria uma base de dados para o arquivamento de identificadores biométricos individuais, permitindo cadastrar o recém-nascido vinculando à biometria da mãe, ainda na maternidade. Projeto em desenvolvimento em maternidades de Pernambuco e Rio de Janeiro.

A Safran é a única fabricante no mundo a desenvolver um tablet, com certificação do FBI, que permite identificar pessoas, através da digital coletada (pelo tablet). Já usado pela polícia dos Estados Unidos e França, o equipamento está sendo apresentado no Brasil pela primeira vez. Além do baixo custo, outro benefício do equipamento que opera de modo remoto é identificar pessoas que estejam sem documentos de identidade. Ideal para uso em bancos, telecom e polícia.

A Gemalto expôs novas carteiras de identidade, que contêm um chip com leitura biométrica, atendendo a três funções distintas, ou seja, identificação, autenticação e assinatura, proporcionando segurança, confidencialidade e abrindo as portas para os serviços eletrônicos. O novo documento possui várias aplicações como em administrações locais, delegacias, bancos, setor social, saúde, entre outros. Já em uso no Uruguai, o documento único vem ao encontro do projeto proposto pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A Thales lançou um documento de identificação com os dados biométricos criptografados (com leitura de digitais, íris e face) que não permite falsificação. O documento pode ser utilizado pelo varejo e em empresas de saúde, por exemplo, pois evitam fraudes na compra de produtos e/ou serviços.

Para as instituições financeiras (bancos), a Montreal desenvolveu um barramento multibiométrico, capaz de reconhecer o cliente (pela voz), permitindo que o mesmo acesse a conta bancária por meio de um smartphone.

A Biomatica que representa a Polygon (de Portugal) no mercado nacional disponibiliza um sistema mobile de biometria de voz. A empresa é também representante da Innovatrics que desenvolveu um sistema multibiométrico capaz de identificar a pessoa através da face, íris, impressão digital e assinatura (em único banco de dados) ideal para o uso da Polícia Federal, entre outros.

Outro exemplo é o controle de fronteiras através da autenticação biométrica automática da face projetado pela Vision-Box em aeroportos. Tanto no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, Viracopos (Campinas) e Galeão (Rio de Janeiro), o passageiro que possuir um passaporte eletrônico brasileiro e seja maior de 18 anos pode controlar o seu próprio processo de imigração e emigração de forma autônoma, e sem necessidade de interagir diretamente com a Polícia Federal.

Além dessas novidades, o 2º Biometrics HITech apresentou a Business Arena uma iniciativa inédita no mundo que coloca frente a frente, em reuniões privadas, grandes provedores de tecnologia de identificação com representantes dos mercados verticais mais aderentes ao uso de tecnologias de múltiplas características biométricas em seus processos de negócios, como bancos, INSS e Recursos Humanos. Paralelamente, foi realizada uma conferência para debater o potencial de uso de tecnologias biométricas.

O Biometrics HITech terá sua terceira edição em setembro de 2017, em Brasília, em realização conjunta Congresso Brasileiro de Identificação da Federação Nacional dos Profissionais em Papiloscopia e Identificação (Fenappi).

 

Foto: 2º Biometrics HITech.

Crédito: Divulgação.

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