MERCADO IMOBILIÁRIO ESTÁ OTIMISTA EM 2024

O período pós-pandemia não foi muito favorável com o mercado imobiliário, que enfrentou grandes desafios causados pela alta dos juros, inflação e taxa recorde de desemprego. O cenário começou a apresentar um certo otimismo em 2023, que, mesmo apresentando um aumento de 5% nos valores dos imóveis (de acordo com dados do índice Fipe/ZAP), também apresentou uma leve queda nos juros.

O sentimento de otimismo permanece em 2024, em que se espera que os juros continuem caindo timidamente e que, no final, o valor dos imóveis não seja um fator tão agravante na decisão de compra. Considerando que a maioria dos brasileiros adquire casas e apartamentos por meio de financiamentos, a taxa de juros acaba sendo um elemento mais decisivo para fomentar este mercado. “À medida que vislumbramos a chegada de 2024, entendemos que o mercado imobiliário continuará evoluindo em resposta às demandas e transformações em curso relacionadas a práticas sustentáveis, incorporação de processos digitais e plantas flexíveis em produtos residenciais”, Bianca Setin, COO e CFO da Setin Incorporadora.

A Fundação Getúlio Vargas aponta um déficit habitacional de 5,8 milhões de famílias, o que por sua vez cria uma necessidade maior de expandir o mercado imobiliário para suprir essa demanda. Naturalmente, os preços de um produto com muita procura aumentam continuamente, o que já vem sendo observado nos imóveis desde 2023. Contudo, isso não foi o suficiente para impedir o mercado de crescer — de janeiro até outubro do ano passado, houve um aumento de 23,5% em aquisições imobiliárias.

O setor de construção civil também acompanhou esse crescimento, andando em paralelo com o mercado imobiliário. Uma vez que os insumos de construção continuam subindo, o investimento na área também aumenta, criando uma variedade maior de casas e apartamentos disponíveis para compra. A partir dessa lógica, espera-se que os brasileiros tenham mais oportunidades de adquirir um imóvel próprio ao longo de 2024.

Atualmente, a taxa Selic se encontra em 10,75%. Conforme o Boletim Focus, a expectativa é que esse percentual encerre o ano de 2024 na casa dos 9%, apresentando uma queda de mais 1,75% até dezembro. Caso se concretize, os financiamentos tendem a se tornar mais acessíveis, expandindo a compra para pessoas com rendas mais limitadas e aquecendo consequentemente o mercado. “O mercado imobiliário brasileiro encontra-se em um momento crucial de transformação, um processo já em andamento que tende a ganhar força em 2024. Esse dinamismo é impulsionado por diversos fatores, dentre os quais se destaca a recente queda da Selic”, afirma Lucas Melo, diretor executivo da MBRAS Boutique imobiliária, de São Paulo.

Conforme os especialistas do setor, esse é o momento ideal para as construtoras apostarem mais em apartamentos à venda em localizações premium, com um padrão de vida mais elevado. A procura por imóveis bem localizados é muito alta e não consegue atender a demanda do público, que por vezes prioriza esses lugares em relação ao conjunto de vantagens envolvido.

 

Foto 1 – Bianca Setin, COO e CFO da Setin Incorporadora.

Foto 2 – Lucas Melo, diretor executivo da MBRAS Boutique imobiliária, de São Paulo.

Crédito: Divulgação.

 

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