VENDAS NO VAREJO NA REGIÃO DE CAMPINAS TEM MELHOR DESEMPENHO DO ESTADO PELO SEGUNDO MÊS CONSECUTIVO

O comércio varejista na região de Campinas registrou faturamento real de R$ 5 bilhões em julho, alta de 8,7% em relação ao mesmo mês de 2017, resultando no melhor desempenho do Estado de São Paulo, pelo segundo mês consecutivo. Foi também a maior cifra para o mês desde 2014. No acumulado do ano, a elevação é de 10,1%, o que significa R$ 3,2 bilhões a mais nesse período. Na soma dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 7,5%.

Os dados são do SindiVarejista de Campinas e Região em parceria com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Das nove atividades analisadas, oito apontaram crescimento nas vendas em relação a julho do ano passado, com destaque para os setores de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (186,5%) e de outras atividades (7,2%). Juntos, esses grupos contribuíram com 7,6 pontos porcentuais para o resultado final.

A única atividade que registrou queda no faturamento foi a de vestuário, tecidos e calçados (-6,4%), ocasionando uma pressão negativa de 0,5 ponto porcentual (p.p.).

A presidente do SindiVarejista de Campinas e Região, Sanae Murayama Saito, disse que nos resultados de vendas do varejo em julho, nota-se a permanência dos padrões positivos na curva de desempenho do comércio, dando indícios de que essa tendência permaneça até o final do ano, mesmo em meio a um ambiente político eleitoral acirrado. “As projeções apontam para um crescimento anual de aproximadamente 4% em 2018, mantendo o patamar da estimativa anterior”, afirma.

Para a presidente, se o dólar continuar em alta e pressionar a inflação, isso poderá diminuir o poder de compra dos consumidores e obrigar o Banco Central a aumentar os juros. “Nesse caso, é possível que as vendas cresçam menos do que o estimado. Mas nenhuma mudança de rumo importante na economia é esperada até o final deste ano”, acrescentou.

Desempenho estadual

As vendas do comércio varejista do Estado de São Paulo seguem trajetória ascendente e atingiram R$ 54,4 bilhões em julho, alta real de 2,7% em comparação ao mesmo período de 2017. Foi a maior cifra para o mês desde 2013. No ano, o faturamento real do setor cresceu 5,2%, o que representa um montante R$ 18,8 bilhões superior ao obtido no mesmo período de janeiro a julho de 2017. E, no acumulado de 12 meses, registrou alta de 5%.

No mês, oito das nove atividades pesquisadas tiveram expansão em seu faturamento real, no comparativo anual, com destaque para o grupo outras atividades (7%) – em que predomina o varejo de combustíveis –, e eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (4,8%). Juntas, essas altas contribuíram para o resultado geral com 1,7 ponto porcentual (p.p.). Houve uma pequena queda no desempenho das lojas de vestuário, tecidos e calçados (-0,4%). No entanto, não exerceu impacto negativo significante nas vendas.

A Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV) utiliza dados da receita mensal informados pelas empresas varejistas ao governo paulista por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). As cidades representadas pela pesquisa são: Águas de São Pedro, Americana, Araras, Artur Nogueira, Campinas, Capivari, Charqueada, Cordeirópolis, Cosmópolis, Elias Fausto, Engenheiro Coelho, Hortolândia, Indaiatuba, Iracemápolis, Leme, Limeira, Mombuca, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Piracicaba, Rafard, Rio das Pedras, Saltinho, Santa Bárbara d’Oeste, Santa Cruz da Conceição, Santa Maria da Serra, São Pedro, Sumaré, Valinhos.

 

Foto: Presidente do SindiVarejista de Campinas e Região, Sanae Murayama Saito.

Crédito: Divulgação.

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