VOLUNTARIADO, UM NOBRE SENTIDO DA VIDA PESSOAL E CORPORATIVA

COLUNA DO JORNALISTA NELSON TUCCI

Ajudar ao próximo, sem qualquer obrigação ou interesse, faz parte do trabalho voluntário. Pessoas ajudam por prazer em servir ou por solidariedade, quando não pelos dois sentimentos unidos. Questões humanas, assim tão abrangentes, não têm data para começar – tampouco para terminar – mas há quem coloque o Século XIX como propulsor deste movimento que atinge o mundo todo.

“Fazer o bem sem olhar a quem”, “fora da caridade não há salvação” e tantas outras frases afirmativas sempre que lidas, ou ouvidas, com atenção nos levam à reflexão. Entidades de diversas tendências e matizes mobilizam-se há muito tempo para ampliar a ação social em nosso país. Igrejas e Centros Espíritas normalmente “adotam” instituições de pessoas vulneráveis e procuram realizar campanhas o ano todo.

Existe até o “Dia Nacional do Voluntariado”, instituído no Brasil pela Lei nº 7.352, em 28 de agosto de 1985, e regulamentado na década de 1990 pela Lei nº 9.608. São 38 anos da aprovação da lei, portanto. Mesmo quem milita na causa do voluntariado nem sempre sabe disso.

CORAÇÃO – A cirurgia de transplante de coração no Faustão, figura conhecida em todo o país, por seu trabalho na TV, certamente reacende a questão. O Brasil, que tem um bom sistema de saúde púbica (cujo aperfeiçoamento, no entanto, estamos sempre cobrando), realiza mais de 20 mil cirurgias de transplantes por ano via SUS. Destas, perto de 400 são de coração. Já somos o segundo país no m undo no quesito (perdendo só para os Estados Unidos, onde o sistema de saúde é pago), mas precisamos de mais porque nossa população é grande, e carente em sua maioria.

Proporcionalmente, há poucos doadores de órgãos e, com isto, as filas de espera normalmente são grandes. É preciso conscientizar mais pessoas que, na perda de um familiar — por mais difícil que seja o momento – você pode tomar a dianteira e promover a doação de órgãos para outras pessoas. Informe-se a respeito e seja solidário (a). Afinal, doação de órgãos como coração e outros órgãos só ocorre quando comprovada a morte encefálica. Assim, uma única doação (coração, rins, fígado etc) pode salvar várias v idas. Pense nisto.

Se as áreas de RH das companhias se mobilizarem – reitero, a cirurgia do Faustão, amplamente noticiada, pode ensejar maior mobilização – o número de doares potenciais crescerá exponencialmente. Salvaremos mais vidas e nos sentiremos mais humanos. Afinal, doar não dói e cumpre a máxima de que a vida só faz sentido se efetivamente nos sentirmos úteis.

 

Nelson Tucci é jornalista profissional diplomado, autor de três livros sobre História do Brasil, Mercado de Capitais e Terceiro Setor (Jovem Aprendiz). Trabalha no quarto livro, sobre pessoas com Esclerose Múltipla, escreve sobre sustentabilidade e é palestrante nas horas vagas.

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