CAFÉ CANECÃO DEVE CRESCER 26,8% EM FATURAMENTO EM 2017

O Café Canecão, com sede em Campinas e filial na cidade de Lins, acaba de completar 55 anos e após uma queda no volume de vendas registrado em 2016 em função da crise econômica acentuada da ordem de 14,6% em relação a 2015, a empresa comemora que em 2017 já recuperou no primeiro semestre do ano cerca de 11% do que foi registrado em 2015 e que no fechamento de agosto teve o melhor resultado de 2017 com um crescimento de aproximadamente 5% em comparação a julho. Para o diretor comercial e de marketing do Café Canecão, Natal Martins, o ajuste que teve que ser feito na estrutura de pessoal atrelado ao repasse dos custos da matéria prima ao mercado consumidor e a ampliação na revenda de produtos com marca própria justificam a retomada o crescimento. “Em 2016 nós sentimos um mercado bastante retraído. Nós tivemos uma queda de venda em volume de café de 14,6%, só que  faturamento foi maior porque nós repassamos o aumento no preço da matéria prima, o café verde. Esse ano, além da gente ter conseguido um repasse maior estamos vendendo bem” avalia.Café Canecão - 19

Para Natal Martins, a empresa pautou sua trajetória ao longo de seus 55 anos de legítima parceria com seus clientes e respeito ao consumidor.“Buscamos continuamente aprimorar nossos processos e produtos através da melhoria contínua com implantação de sistema de gestão de qualidade como ISO 9000 e os programas da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Fomos sempre muito atuantes no combate a fraude, no aprimoramento da qualidade e na melhoria da imagem do setor. Entendemos que com essa postura ganhamos o reconhecimento dos nossos clientes e do público em geral”, diz.

A expectativa é alcançar a produção e venda de 3,2 milhões de quilos em 2017, comparado aos 2,9 milhões de quilos de 2016. Os números representam uma recuperação, mas ainda ficam abaixo da marca de 2015, quando a empresa registrou 3,4 milhões de quilos. Em contrapartida, a receita geral vem crescendo e deve registrar, em 2017, cerca de R$52 milhões, um aumento de 26,8% em comparação a 2016 quando o Canecão teve um faturamento de R$ 40 milhões. Em 2015, o faturamento do Café Canecão foi de R$ 38 milhões “Além do repasse do aumento do café verde para o produto final, parte desse resultado se deu pela diversificação que a empresa se propôs nos últimos anos. Tivemos bons resultados no faturamento das operações de revenda de produtos  como Cappuccino, Solúvel, Filtros de Papel e Achocolatado e da locação e assistência técnica de máquinas” explica Martins.

A inovaçãoCafé Canecão - Natal Martins - 08 e diversificação do portfólio de produtos tem sido um dos caminhos para a expansão da empresa nos últimos três anos. Em 2015, o Café Canecão entrou para o mercado de monodoses com o Café Canecão Espresso Gourmet em cápsulas e, no ano passado, ampliou seu portfólio com o Achocolatado Canecão. “Temos intenção em aumentar ainda mais o portfólio, com foco nos produtos de revenda marca Canecão. Hoje são nove produtos de fabricação própria e oito de revenda, que gradativamente estão ganhando espaço no faturamento. Em 2015, a participação foi de 3,5% e passou para 3,75% em 2016. A expectativa para 2017 é de 5,23%”, aponta. O segmento de locações e assistência técnica também é promissor, e tem como expectativa voltar a crescer 50%, como nos anos de 2014 e 2015. Só neste segmento, a receita da empresa é de R$ 700 mil por ano. Natal Martins disse ainda que a ideia é transformar o Café Canecão numa indústria de distribuição de alimentos. A equipe estuda adicionar uma linha de chás com a marca Canecão.

O Café Canecão está presente em 153 municípios por meio de vendedores próprios e representantes. A partir deste ano, a empresa aposta na expansão para estados vizinhos como estratégia de crescimento. Dentre os novos mercados, o Paraná é a aposta mais promissora.

Sobre as dificuldades e instabilidade econômica que assola o país, Martins declara que apesar dos bons resultados, o cenário não favorece novos investimentos. “É muito penoso ser industrial no Brasil. Passamos por muitas crises pelo nosso caminho e por todas passamos bem. Produtos alimentícios geralmente são os últimos a serem cortados pelas famílias. Porém a crise atual e o aumento do preço do café desde a metade do ano passado fez com que o setor deparasse com um cenário novo e muito negativo”. A expectativa para voltar a investir depende de uma significativa redução das taxas de juros e da consistente recuperação da economia.

Foto 1 – Linha de produção do Café Canecão.

Foto 2 – Diretor comercial e de Marketing do Café Canecão, Natal Martins.

Crédito: Divulgação.

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