CIESP CAMPINAS COBRA SOLUÇÃO DE CRISE E RETOMADA DO CRESCIMENTO

As indústrias da região de Campinas na área de abrangência do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) regional Campinas registraram no mês de abril  750 contratações e no acumulado de janeiro a abril o saldo de empregos é positivo em 1.100 contratações. Na avaliação do diretor do Ciesp Campinas, José Nunes Filho, este saldo positivo anim6401_Coletiva_Ciesp_crédito_Roncon&Graça Comunicaçõesa e indica, até de certa forma, uma ligeira retomada da economia, visto que no acumulado de 2015 e 2016 a indústria regional teve 15.150 demissões. No entanto, Nunes acredita que as mais novas denúncias envolvendo o presidente Michel Temer através dos irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da JBF, que geraram uma nova crise política no Brasil pode brecar a retomada da economia. “A limitação do teto dos gastos públicos e a entrada das reformas em discussão e votação no Congresso trouxe credibilidade para a economia brasileira e nós voltamos a observar o crescimento da economia pela primeira vez em três anos. Nós saímos de PIBs negativos em 2015 e 2016 para um PIB nos três meses deste ano  positivo em 1,12%, o que representa que saímos da recessão e voltamos a crescer. Regionalmente aqui nós tivemos no mês de abril 750 contratações acumulando no ano 1.100 contratações saindo daquele círculo perverso de dois anos de demissões, onde nós acumulamos em 2015 e 2016, 15.150 demissões, então tudo vinha se portando de uma forma  extremamente otimista. A inflação caindo, os juros caindo até acontecer essas denúncias que podem comprometer a economia.”, diz.

O diretor do Ciesp Campinas, José Nunes Filho, é enfático ao afirmar que o Brasil precisa ter um rumo e celeridade para a justiça julgar tudo. “Nós temos que limpar a sujeira desse país. Limpar o mais rápido possível. Todos os corruptos, os bandidos, todos os corruptores tem que ser eliminados da vida pública. Tem que ser defenestrados  dos seus cargos e presos, na medida do possível, para cumprir a sua pena como qualquer ladrão de galinhas e eles não são ladrões de galinhas, eles são ladrões de indústrias frigoríficas. Que tudo isso acabe e a gente purifique esse hábito nosso do brasileiro em geral de sempre querer levar vantagem , de furar fila, de ultrapassar pelo acostamento, de estacionar em local proibido. Essa é uma cultura do Brasil que se reflete num número maior nos nossos políticos”, desabafa.

O comércio exterior do Ciesp Campinas também teve um volume expressivo de exportações no mês de abril com uma expansão de 43,1% em relação a abril do ano passado passando de  US$ 207, 9 milhões para US$ 297,6 milhões em abril de 2017. O que chama a atenção é que no mês de abril deste ano, a principal categoria de produtos a de sementes e frutos oleaginosos; grãos; sementes e frutos diversos, plantas industriais ou medicinais; palhas e forragens. O valor exportado desse grupo teve uma expressiva expansão de 14.934,4% em relação ao mesmo mês do ano passado de US$ 414,3 mil para US$ 62,3 milhões em abril de 2017. O diretor de comércio exterior do Ciesp Campinas, Anselmo Riso, disse que se trata de uma questão pontual de alguma associada ao Ciesp que fez esse volume de exportação para algum potencial cliente.

Anselmo Riso também reconhece que as denuncias da JBS podem gerar reflexos que podem retardar o processo de recuperação econômica do país. “Nós entendemos que isso realmente causa um impacto. A gente já tem um grande problema nas nossas operações de comércio exterior que é a competitividade, então as indústrias aqui se desdobram para manterem seus preços competitivos e agora se agrava com a credibilidade, então nós vínhamos com uma chama de esperança com as reformas que estão transitando no governo. O mercado internacional acreditando no Brasil porque eles acreditam nas empresas que estão aqui estabelecidas. Lamentavelmente com os últimos acontecimentos a nossa expectativa é que não caia, mas que vai ficar novamente um compasso de espera para ver se aumenta a credibilidade e qual vai ser a reação das instituições para poder recuperar essa credibilidade”, avalia.

O economista e professor da Facamp (Faculdades de Campinas), José Augusto Ruas, diz que ainda existe um cenário de crise na região. “Temos alguns empresários que tem encontrado bons negócios e conseguiram sair dessa tendência. Temos alguns sinais positivos no comércio exterior comparado com o ano passado, mas a grande tendência é que ainda permanece um cenário de crise na região em boa parte dos setores”, diz.

Para Augusto Ruas seria necessário que o governo lançasse uma estratégia para retomar obras, concessões ou atividades que puxassem a demanda no país por serviços industriais, por produtos da indústria, por equipamentos, por partes e peças que puxassem o emprego.

Foto: Diretor do Ciesp< Jose Nunes Filho.

Crédito: Roncon & Graça Comunicações.

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