ESPECIALISTA LISTA DICAS PARA JOVENS DA GERAÇÃO Z ORGANIZAREM SEU FUTURO FINANCEIRO

Alvos de grandes discussões nos últimos meses, a reforma da previdência e o ajuste nas contas públicas são medidas necessárias para o equilíbrio das finanças do Brasil. Caso as regras para aposentadoria sejam aprovadas e há previsão de que o projeto seja votado antes do fim do primeiro semestre deste ano, apenas as pessoas com 65 anos ou mais poderão ter o benefício caso não haja alterações na proposta.

Além disso, a restrição ao crédito e o alto endividamento da população faz com que planos de compra de carros e imóveis sejam postergados. O problema, no entanto, tem solução.

Caio Katayama, sócio-fundador da Ótris e especialista em produtos financeiros, listou quatro dicas para que os jovens da geração Z possam ter uma velhice mais confortável.  “A geração Z tem outro perfil. Em geral, os jovens desta faixa de idade são imediatistas e não se preocupam muito com planejamento financeiro de longo prazo. Com as novas condições de aposentadoria e crédito, algumas aplicações podem se tornar interessantes para este público”, explica Katayama.

Guarde dinheiro

Tradicionalmente a geração Z não tem o hábito de poupar, pois são mais imediatistas, querem as coisas naquele momento. Porém, é importante entender que guardar dinheiro é fundamental para imprevistos e até para poder consumir com mais qualidade.

Por ser simples, a tradicional poupança pode ser um bom ponto de partida para os jovens que pretendem fazer algum investimento ou acumular riquezas, porém, existem outros meios, como o Tesouro Direto e até mesmo ações na Bolsa de Valores.

Fuja dos juros

A discussão sobre as altas taxas de juros no Brasil é antiga. Nos tempos de hiperinflação os empréstimos e financiamentos eram extremamente caros e, além disso, os próprios bancos não incentivavam seu uso. Uma das opções que as pessoas tinham para poder adquirir algum tipo de bem era o consórcio.

No entanto, como citado anteriormente, por ser imediatista, a geração Z não olha muito para este tipo de financiamento, pois, em teoria, você paga antes e é contemplado com uma carta de crédito depois. As vantagens, no entanto, compensam a espera. Consumir através de consórcio é uma forma de se planejar e não há pagamento de juros.

Além disso, quando eu me apresento a um vendedor com uma carta de crédito, o meu poder de compra aumenta, pois estarei comprando determinado bem à vista. Isso pode me ajudar a conseguir um bom desconto ou até mesmo adquirir um bem mais vantajoso do que aquele que eu teria comprado caso tivesse optado pelo financiamento.

Pense na sua aposentadoria

Mesmo com as propostas de mudança na previdência, se aposentar não será algo impossível, mas é necessário planejamento. Por volta dos anos 1990 os planos de aposentadoria pelo sistema privado começaram a ganhar espaço por conta de algumas mudanças na legislação trabalhista e hoje o assunto volta a ganhar espaço no debate público.

A ideia de previdência privada é muito similar ao conceito da poupança. Se o jovem não tem o hábito de guardar dinheiro para alguma eventualidade, imagine em relação ao planejamento da aposentadoria? No entanto, muitos têm sido forçados a pensarem nisso e o melhor momento para começar é agora. Ou seja, o quanto antes eu adotar um plano de previdência, mais rápido eu vou me aposentar.

Mas, qual a modalidade? Existem dois tipos de planos: VGBL e PGBL. Para os jovens, o PGBL é mais benéfico, pois o valor depositado rende dentro da sua proposta e não há tributação sobre o rendimento mensal. Além disso, a retirada dos valores depositados é dificultada por meio de tributação pesada e isso faz com que o planejamento não seja desfeito por algum imprevisto.

Plano de saúde

Até 1980 o sistema público de saúde já era precário e isso fez com que os planos privados emergissem. Surgiu daí a ideia de ter um serviço de saúde que não fosse financiado pelo governo. As empresas cresceram e surgiram os planos corporativos, mas, hoje, com o atual quadro de desemprego no país, o cenário mudou. Os jovens, que antes eram dependentes dos pais, agora precisam se preocupar em ter um convênio médico e o preço não é pequeno.

Se preocupar com planos de saúde ainda na juventude é interessante, pois quanto mais tarde for feita adesão, maior será o valor pago. Além disso, deixar para aderir a um serviço mais tarde pode inviabilizar a contratação, pois, em casos de idade elevada e doenças graves, as empresas não aceitam a adesão.

 

Foto: Caio Katayama, sócio-fundador da Ótris.

Crédito: Divulgação.

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