PASSEIOS GUIADOS SÃO OPÇÃO NA SERRA DO JAPI NO FINAL DE SEMANA

Nos finais de semana e feriados prolongados, as visitas monitoradas à Reserva Biológica da Serra do Japi combinam contato com a natureza e educação ambiental. Para percorrer as trilhas e conhecer alguns dos principais pontos da área protegida, é necessário fazer agendamento com antecedência no site da Prefeitura de Jundiaí em https://jundiai.sp.gov.br/planejamento-e-meio-ambiente/visitacao-monitorada/. É recomendável seguir todas as instruções que ajudam a conservar este importante território na Mata Atlântica.

As visitas na Reserva Biológica são realizadas a partir de cinco trilhas. Cada circuito tem capacidade máxima de pessoas que são acompanhadas por monitores durante todo o percurso. “Existe um rodízio das trilhas disponíveis para evitar o impacto contínuo e propiciar a recuperação. Por isso, a orientação é evitar a entrada descontrolada e sem permissão. A Reserva Biológica possui sistema de monitoramento com câmeras que ajudam a identificar acessos indevidos. Desde que elas foram instaladas pelo Projeto Olhos da Serra já percebemos uma redução na quantidade de alertas”, explica Eduardo Paniguel, gestor do projeto pelo Consórcio PCJ.

As regras para todos os visitantes começam por seguir rigorosamente as orientações dos monitores. Não se afastar do grupo, manter-se nas trilhas ou nos circuitos são determinações que devem ser seguidas à risca. Calças compridas e roupas de cores neutras, calçados confortáveis, filtro solar e repelente contra insetos são desejáveis durante a visitação.

Água, alimentos leves e calóricos, como barras de cereais, capas de chuva, medicamentos de uso controlado podem ser levados pelo visitante. Todos os resíduos produzidos nos percursos devem ser descartados nas lixeiras, separando-se os materiais secos recicláveis e os materiais orgânicos, como restos de alimentos.

É proibido fumar na área da Reserva, utilizar objetos cortantes e fazer uso de bebidas alcoólicas. Também não se pode entrar com animais domésticos, bicicletas, motos, patinetes e skates. O visitante deve evitar desodorantes ou perfumes que exalam odores fortes para não atrair abelhas e outros insetos.

Antes de iniciar a caminhada nas trilhas, o visitante é alertado de que é terminantemente proibida a retirada de quaisquer exemplares de flora e fauna do local. O descumprimento da determinação implica em penalidades previstas na Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/1998).

Educação ambiental

A primeira etapa do projeto Olhos da Serra implantou placas de sinalização e sensibilização na Reserva Biológica. O propósito é despertar na comunidade e nos visitantes uma atenção mais conservacionista sobre a área.

Localizada no Centro de Referência em Educação Ambiental (CREAM), a Fundação Serra do Japi realiza programas de educação ambiental com palestras, exposições, workshops e outras atividades que visam à preservação do Japi.

Opções de Trilhas

Base Ecológica – Mirante: 6 quilômetros (ida e volta), nível médio de dificuldade.

Base Ecológica – Paraíso: 9,4 quilômetros (ida e volta), nível médio de dificuldade.

Base Ecológica – Córrego dos Morcegos: 8,4 quilômetros (ida e volta), nível médio de dificuldade.

Base Ecológica – Marco Geodésico: 4 quilômetros (ida e volta), nível alto de dificuldade.

Base Ecológica – Jabuticabeiras: 16 quilômetros (ida e volta), nível alto de dificuldade.

Projeto Olhos da Serra

Conduzido pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ), com patrocínio de Coca-Cola Brasil e Coca-Cola FEMSA Brasil, o Olhos da Serra tem o propósito de conservar os recursos hídricos na região. Como prioridade total no projeto, a preservação dos recursos naturais compreende, entre outras atividades, o combate a incêndios, com formação de brigadistas e aplicação de curso de capacitação profissional pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), a educação ambiental, o monitoramento de invasões humanas, a promoção de ações de reflorestamento e saneamento rural, com a implantação de uma propriedade modelo com tratamento de efluentes, gestão de resíduos e de água cinza.

O Olhos da Serra também conta com a parceria das seguintes instituições: Prefeitura Municipal de Jundiaí (Diretorias de Meio Ambiente, de Agronegócios e de Parcerias Estratégicas, Guarda Municipal – Divisão Florestal e Defesa Civil); Fundação Serra do Japi; DAE Jundiaí; Fundação Florestal; Embrapa; Instituto Cerrados; Associação dos Amigos dos Bairros de Santa Clara, Vargem Grande, Caguassu e Paiol Velho (SAB Santa Clara); Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA); Conselho Gestor da Serra do Japi (CGSJ); Companhia de Informática de Jundiaí (Cijun) e Aliados pela Água.

O Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Consórcio PCJ) é uma associação de usuários de água, de direito privado e sem fins lucrativos, integrada por 41 municípios e 23 grandes empresas. A entidade possui independência técnica e financeira para a realização de atividades de recuperação e preservação dos mananciais das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, as Bacias PCJ (UGRHI 5).

Segundo o presidente da entidade e prefeito de Limeira (SP), Mario Botion, “nossa visão é a de contribuir para uma sociedade mais justa, economicamente viável e sustentável, que respeite a água em todos os seus usos e potenciais, em atenção às mudanças climáticas. Desta forma, nossa missão é a de integrar todos os setores da sociedade em prol da gestão eficiente da água, do saneamento e do meio ambiente”.

O Consórcio PCJ é referência nacional e internacional na gestão de recursos hídricos, membro de importantes instituições ligadas à área, como o Conselho Mundial da Água, as Redes Internacional, Latina e Brasileira de Organismos de Bacias (RIOB, RELOB e REBOB), além de ser o único representante das Bacias PCJ no Conselho Nacional de Recursos Hídricos.

 

Foto: Eduardo Paniguel, gestor do projeto Olhos da Serra pelo Consórcio PCJ.

Crédito: Divulgação.

 

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