PESQUISAS DO CIESP CAMPINAS APONTAM PERSPECTIVAS PARA 2024

A Regional Campinas do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) apresentou recentemente pesquisa de Sondagem Industrial de encerramento do ano, realizada junto às suas empresas associadas, que apontaram expectativas para 2024. O diretor do Ciesp-Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, disse que não há uma expectativa otimista para 2024, mas que este ano houve uma certa estabilidade. “A estabilidade a gente entende que seria, as empresas esperando o que vai acontecer. Não houve um aumento de demanda. Alguns setores tiveram queda. Diante disso é melhor ter essa estabilidade e não terem demissões. Ter que demitir é um custo muito alto, então sempre há uma expectativa de melhoras, mas as sinalizações para 2024 da política econômica indicam que a gente provavelmente não terá a expectativa positiva que gostaríamos de ter”, diz

Na Sondagem industrial sobre as projeções dos negócios para 2024 em relação a 2023, a pesquisa aponta que 30% das empresas projetaram ‘melhora nas suas atividades’ e 35% que será ‘igual’. Já 35% das associadas assinalaram que vai ‘piorar’’.

Quando questionadas na Sondagem sobre os possíveis cenários para o desempenho da economia brasileira em 2024, também na comparação com 2023, 12% das associadas projetaram como ‘melhor’, 23% delas assinalaram como ‘igual’, 59% como ‘pior’ e 6% ‘não tem avaliação’.

José Henrique Toledo Corrêa também fez uma avaliação sobre o custo Campinas em relação aos negócios. “Eu tenho acompanhado as ações que a prefeitura tem feito. Acho de grande valia que o prefeito levou diversos projetos de revitalização do Centro, busca para atrair novas empresas e redução de ISS. Isso ajuda muito as empresas. O custo de Campinas é alto e é burocrático. Nós temos um IPTU alto. A gente tem todo o custo de infraestrutura para se montar uma empresa em Campinas e isso não é atrativo. Temos conversado bastante com o prefeito e secretários para que Campinas volte a ter esse atrativo porque as empresas saíram de Campinas e foram para Sumaré, Hortolândia e Jaguariúna. É necessário que a gente tenha aqui novas áreas industriais”, diz.

José Henrique Toledo Corrêa considerou muito importante o pleito apresentado e defendido pelo Ciesp Campinas em relação ao Refis para negociação das dívidas com impostos municipais. “O refis, ele é importante porque as empresas estavam sofrendo até agora ainda sob o impacto da pandemia. Isso possibilita que se tenha um fôlego ao renegociar as dívidas”, enfatiza.

Balança Comercial Regional

O primeiro vice-diretor do Ciesp-Campinas, Valmir Caldana, comentou os dados referentes a Balança Comercial Regional. Em relação aos números da Balança, em outubro de 2023, o valor exportado foi de US$ 307,6 milhões – 0,5% maior que em outubro de 2022. Já as importações no mesmo mês foram de US$ 995,8 milhões – 26,6% menor do que em outubro do ano passado. O saldo em outubro de 2023 foi negativo em US$ 688,1 milhões – 34,4% menor do que o registrado em outubro de 2022.

A corrente de comércio exterior regional (soma das exportações e importações) em outubro de 2023 foi de US$ 1,3 bilhão – 21,6% menor que em outubro do ano passado. O acumulado (janeiro a outubro/2023), da corrente de comércio exterior foi de US$ 12,44 bilhões – 18% menor que no mesmo período do ano anterior. Na avaliação de Caldana, os associados do Ciesp Campinas que atuam no comércio exterior estão em compasso de espera aguardando os resultados referentes à política econômica do governo e o endividamento. “Tanto exportação, quanto importação, os grandes itens são máquinas e equipamentos industriais e agropecuários. Na exportação, o carro chefe são máquinas e a exportação veio de fevereiro até outubro com índice negativo. As importações de partes e peças e também de máquinas para incrementar a produção industrial estão em compasso de espera agurdando uma política de juros mais baixa”, diz.

Em outubro os principais municípios exportadores da Regional Campinas do Ciesp foram, pela ordem, Campinas (32%), Paulínia (19,8%), Mogi Guaçu (10,3%), Sumaré (9,7%) e Valinhos (5,3%).

Já os municípios que mais importaram foram Paulínia (32%), Campinas (31,2%), Jaguariúna (9,5%), Sumaré (8,6%) e Hortolândia (8,5%). O percentual do município refere-se a sua participação em relação ao total da Regional no Balanço Mensal.

Os principais destinos das exportações da indústria regional em outubro/2023 foram:  Estados Unidos (US$ 61,9 milhões – 20,1%), Argentina (US$ 46,4 milhões – 15,1%) e México (US$ 22,1 milhões – 7,2%).  Principais países de origem das importações para a região: China (US$ 248,02 milhões – 24,9%), Estados Unidos (US$ 151,67 milhões – 15,2%) e Índia (US$ 72,9 milhões – 7,3%).

 

Foto: José Henrique Toledo Corrêa e Valmir Caldana.

Crédito: Divulgação

 

Compartilhe:
Facebook
Twitter
LinkedIn

Veja também

AWARE INVESTMENTS INICIA PLANO DE EXPANSÃO REGIONAL E PREVÊ CHEGAR A R$ 20 BI SOB GESTÃO

O ano de 2024 tem tudo para ser bastante promissor para a Aware Investments. O …

Facebook
Twitter
LinkedIn