SERVIÇOS CAEM NA MARGEM MAS PERSPECTIVA NÃO É NEGATIVA

Os dados divulgados nesta sexta feira (11/10) pelo IBGE mostram queda na margem do importante setor de Serviços que recuou 0,2% no mês e queda de 1,4% contra igual período do ano passado. No entanto se observado a variação trimestral fechada (ou seja, os três meses anteriores sobre os três meses imediatamente anteriores) a queda foi de apenas 0,04%. “Neste sentido foi um bom resultado, se os Serviços variarem 0% em setembro isso implica dizer que a variação fechada do 3º trimestre é de 0,15%. Lembremos que começou em setembro a liberação do FGTS o que pode ter algum impacto no consumo das famílias”,diz o economista chefe da Necton, André Perfeito.

Segundo André Perfeito, de forma alguma os dados representam recuperação econômica relevante, mas de fato não está tão ruim quanto inicialmente pensado. “Nossa projeção para o PIB de 2019 está em 0,6%, mas se confirmarem os dados melhores em setembro devemos rever para mais próximo de 0,8% (o mercado trabalha com 0,87% se observado o relatório FOCUS), tudo vai depender do impacto do FGTS no consumo geral da sociedade”, completa.

INFLAÇÃO IMPLÍCITA CAI PARA 4% EM 2030

O economista André Perfeito analisou ainda a perspectiva de inflação a 4% em 2030. ” A diferença entre um título pré fixado e um título indexado à inflação nos dá pela diferença o que o mercado acredita ser a inflação num dado período. Hoje o mercado trabalha com a hipótese que a inflação em 2030 será de apenas 4%, um valor surpreendentemente baixo”, diz.

Para André Perfeito, em tese a diferença entre um título pré e um indexado à inflação nos dá pelo resíduo a inflação, mas não é só isso que este número expressa, este valor também nos dá uma medida de risco e hoje o mercado diz que não há risco nenhum no horizonte de longo prazo do país. “Acredito que este otimismo é exagerado e que não se sustenta por motivos domésticos este patamar, mas como se diz nas mesas de operação “contra fluxo não há argumentos” e neste sentido podemos ter uma SELIC ainda mais baixa que 4,5% (minha projeção) no curto prazo”, comenta. “Acabou caindo no colo do BCB ter que dar as “boas notícias” na marra e assim a Autoridade Monetária terá que continuar a cortar os juros. A questão na mesa é apenas a velocidade do ajuste. Muito provavelmente depois de mais um corte de 50 teremos uma mudança para 25, finaliza.

André Perfeito é economista formado pela PUC/SP e mestre em Economia Política pela mesma instituição onde lecionou no departamento de economia da PUC/SP ao longo de 2010 como professor convidado. Com especialização em econometria pela FIPE faz projeções para os principais agregados econômicos tendo conquistado prêmios pela sua precisão. Foi eleito economista-chefe do ano pela Ordem dos Economista do Brasil, o mais jovem a receber este prêmio. Viaja o país dando palestras para as mais variadas audiências. É head do Research da Necton e Economista Chefe da mesma instituição.

 

Foto: Economista Chefe da Necton, André Perfeito.

Crédito: Divulgação.

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