CIESP CAMPINAS AVALIA QUE RETOMADA POSITIVA DO MERCADO AINDA VAI DEMORAR

A economia brasileira ainda deve seguir ruim até o final de 2016 e em 2017 passará de ruim para regular e talvez em 2018 possa ter algum fruto positivo. Essa é a avaliação do economista e professor da Facamp (Faculdades de Campinas) José Augusto Ruas. A sondagem industrial elaborada pelo centro de pesquisas econômicas da Facamp em parceria com
o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) regional Campinas aponta que o1778_José_Nunes_Filho__Ciesp_crédito_Roncon&Graça Comunicaçõess empresários estão um pouco mais otimistas com relação à nova equipe econômica do governo em exercício de Michel Temer, mas querem efetivamente respostas sucessivas de crescimento nas vendas para que o empresário possa confiar e realmente investir. “Eu acredito é que no segundo semestre nós teremos um pouco de melhora , com menos demissões, talvez elas estacionem de fato, se estabilizem, mas ainda não dá para dizer que tem uma melhora à frente e isso se reflete especialmente no investimento. A maioria, 80% dos empresários, diz que não vai investir e não tem planos de investir no curto e no médio prazo”, diz Ruas.

Para o economista a expectativa é uma condição necessária para o investimento. Estar otimista em relação ao futuro é importante, pois sem esse otimismo ninguém faz investimento, no entanto, ninguém faz investimento se não tiver demanda aparecendo efetivamente. “Nós tivemos uma sucessão de demissões em vários setores industriais que tem pouca perspectiva de que a demanda volte a crescer rapidamente. Não tem no cenário externo, nas exportações, não tem um cenário doméstico. Ele acredita que possa haver uma melhora, mas ele vai esperar obviamente se confirmar para poder retomar o investimento, inclusive porque ele está com uma capacidade ociosa tremenda. A grande maioria dos empresários está entre 50% e 80% de utilização de sua capacidade, ou seja, tem espaço ainda para voltar a produzir sem precisar investir”, diz.

O professor José Augusto Ruas, disse que o governo está tentando construir um cenário positivo de concessões. “As concessões elas são positivas quando vem com obras novas. Se o governo conseguir costurar no curto prazo um plano para que as obras, de fato, deslanchem, aí eu tenho uma perspectiva positiva porque passa a ter uma frente de empregos, uma frente de geração de renda associados com essas obras e junto com ela seus fornecedores, seus equipamentos e a própria eficiência e a redução de custos que essas obras podem vir a trazer “, avalia.

O diretor do Ciesp Campinas, José Nunes Filho, disse que o empresário não está investindo porque não tem dinheiro para investir. Segundo Nunes, os empresários estão com débitos, com inadimplência alta, deve impostos., deve salários e deve fornecedores. “Essa situação de fundo de poço deve se prolongar até o final do ano e só no começo de 2017 é que devemos voltar a ter um crescimento baseado em ter investimentos internacionais no Brasil, com empresa adquirindo empresa ou parcela de empresas para poder investir e o governo tem que liberar crédito para que essas empresa1781_José_Nunes_Filho__Ciesp_crédito_Roncon&Graça Comunicaçõess possam crescer. Tem  compulsório dos bancos que pode ser posto à disposição para crédito e o governo tem que investir também através de concessões. Tem muita empresa, inclusive internacional, que quer investir em infraestrutura no Brasil. Vamos melhorar essas regras de concessões e liberar isso fazendo a roda da economia girar porque é toda uma cadeia positiva que vem atrás da construção de um aeroporto, de uma estada, de uma hidrelétrica e de um porto. Tudo isso vem numa caia produtiva por trás disso. Isso agita a economia e não pode deixar a política contaminar a economia. A economia e a política tem que seguir em rotas paralelas. Se a política contaminar a economia vai acontecer o que tem acontecido nesses últimos anos”, afirma.

O índice de confiança do empresário industrial Paulista subiu para 45,9 pontos em julho, a quarta alta seguida, embora encontra-se à 4,1 pontos de distância do nível de estabilidade que é e 50,0 pontos, indicando que o pessimismo continua no setor. O resultado ocorre após alta na passagem de maio para junho, quando o índice passou de 39,1 para 44,5 pontos. O indicador chega ao seu trigésimo quarto mês em quadro de pessimismo, estando também 4,0 pontos abaixo da média histórica de 49,9 pontos. No entanto, houve uma melhora considerável na recente trajetória do índice.

 

 

Fotos 1 e 2 – Diretor do Ciesp Campinas, José Nunes Filho durante apresentação da pesquisa de sondagem industrial.

Crédito: Roncon & Graça Comunicações

 

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