MERCADO WOMENTECH: PERSPECTIVAS E DESAFIOS PARA 2024

ARTIGO DE CAROLINA GILBERTI

Mulheres ganham cada vez mais espaço no mercado de trabalho, são destaque no empreendedorismo e têm conquistado cargos importantes em grandes empresas. Quando falamos em inovação, não é diferente. Com a baixa da taxa Selic, Womentechs ganham força já que o cenário se torna bem mais atrativo para quem deseja ampliar sua carteira de investimentos.

Diante disso, o ano de 2024 começa com boas expectativas de melhora no segmento de investimentos de risco para o público feminino. Uma pesquisa da Boston Consulting Company aponta que startups com lideranças femininas dão mais retorno no dólar investido do que aquelas que não possuem mulheres em sua fundação.

Aprendizados em 2023

Antes de tudo, é preciso pensar além da construção de startups. O setor tem papel fundamental no letramento do mercado quando o assunto é investimento-anjo. A ideia precisa ser fomentada para que haja aumento no número de investidores. Segundo a Anjos do Brasil, o país tem hoje 7.963 investidores e apenas 10% são mulheres.

Outro ponto importante a ser levado em consideração é que, quando a economia retrai, há receio em investir em negócios iniciais que oferecem menos segurança. Com isso, startups em early stage ficam esquecidas e não são atendidas pelos investimentos. Ou seja, investidores tendem a olhar apenas para companhias mais promissoras.

Entraves futuros

Apesar das boas expectativas, empresas nascentes fundadas por mulheres devem enfrentar desafios ao longo do ano. Um dos principais é referente à captação de clientes.

Uma pesquisa da U.S. VC Female Founders Dashboard by PitchBook mostra que o total de capital investido nas startups lideradas por mulheres diminuiu de 2,6% em 2019 para 2,1% em 2023. Os dados revelam que não há progressão e, cada vez mais, iniciativas que fomentam mulheres são necessárias.

 

Carolina Gilberti é CEO da Mubius Womentech  Ventures, a primeira WomenTech do Brasil.

Crédito: Divulgação.

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