RUSSO BRASILEIRO ENXERGA COPA DO MUNDO COMO FACILITADORA DE RELAÇÃO COMERCIAL ENTRE OS DOIS PAÍSES

Se a Copa do Mundo fosse apenas futebol, certamente não teria a dimensão e a graça que tem. O maior evento futebolístico do mundo chama a atenção não só dos amantes do esporte, mas também é uma boa maneira de aproximar a cultura e as peculiaridades do país sede com o resto do globo, inclusive no que tange as relações comerciais.Vladimir

Filho de pai brasileiro e mãe russa, Vladimir Prestes nasceu na Rússia e, aos 26 anos, após conseguir a cidadania brasileira, mudou-se para o país. Desde então, o executivo tem se dedicado a promover a aproximação entre empresas brasileiras e russas, abrindo novas frentes, mercados e negócios entre os dois países.

A relação com o Brasil começou na infância, época em que passava férias no país para rever parte da família. Mais tarde, Vladimir tornou-se porta-voz da Rússia, quando atuou em uma empresa privada que gerenciava os interesses do ministério da agricultura da Rússia no Brasil. Hoje, o executivo é Diretor Geral da empresa russa de segurança da informação, SearchInform, tendo sido o responsável pela sua introdução no mercado brasileiro, há cerca de seis meses. “Nesses 14 anos em que vivo no Brasil vejo que a Rússia está sendo vista, pouco a pouco, como um país menos exótico. Quando cheguei ao país e dizia que era russo, as pessoas ficavam espantadas”, conta. “Por outro lado, com a ascensão do mercado digital, as empresas russas têm ganho reconhecimento na área de TI e na área digital. O que verifico também no Brasil”, diz Vladimir.

Para Prestes, a realização da Copa do Mundo na Rússia deve beneficiar o intercâmbio comercial entre os dois países.

Desmistificando estereótipos

Do ponto de vista cotidiano, Vladimir ainda vê muito preconceito e estereótipo. “O nível de educação básica na Rússia é mais alto comparado ao Brasil, por isso os russos de um modo geral sabem um pouco sobre o país. Já o contrário muitas vezes não acontece e muitos brasileiros mal sabem onde fica a Rússia”, declara.

Prestes ressalta ainda que certos aspectos socioculturais podem causar estranhamento nos negócios em conjunto. “No Brasil, por exemplo, as pessoas são mais abertas e gostam de um pouco de sociabilidade e proximidade antes do fechamento de um negócio. Os russos, ao contrário, são muito mais fechados e diretos, o que pode passar um ar de arrogância”, destaca. “A Copa do Mundo pode melhorar essa imagem de país exótico, desmistificar os estereótipos e aproximar a Rússia do povo brasileiro. Esse momento de evidência da Rússia é uma boa forma de estreitar a relação comercial entre os dois países. Enxergo novas possibilidades de trocas de experiências”. finaliza Vladimir Prestes.

Relações comerciais entre Brasil e Rússia

De acordo com o Governo Federal, a relação comercial entre Brasil e Rússia movimenta cerca de US$ 4,3 bilhões ao ano. Neste cenário, 70% do que o país exporta para a Rússia é de gêneros agrícolas/alimentícios. Em 2016, por exemplo, 60% do que os russos importaram de proteína animal veio do Brasil. Já em 2017, o Brasil aumentou suas exportações de soja, tâmaras, figos, abacaxis, abacates, melões, melancias e papaia para o mercado russo. A Rússia por sua vez tem ampliado os investimentos no setor produtivo brasileiro. Apenas nos quatro primeiros meses de 2017, o investimento no Brasil foi 329% maior que o registrado em todo o ano de 2016 – saltou de US$ 8 milhões para US$ 35 milhões entre janeiro e abril de 2017. Os principais produtos exportados para o brasil são adubos e fertilizantes, combustíveis minerais, alumínio, ferro fundido, entre outros.

Foto: Executivo Vladimir Prestes.

Crédito: Divulgação.

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