ACADEMIAS DE GINÁSTICA DEVEM MISTURAR AULA PRESENCIAL E ONLINE

As academias de ginástica devem mesclar as modalidades presencial e à distância quando forem autorizadas a abrir novamente. Isso porque os estabelecimentos terão de adotar medidas preventivas como as mudanças no período de funcionamento, na grade de horários, quantidade de alunos e até na organização dos espaços, de acordo com pesquisa realizada pela Les Mills Brasil, empresa neozelandesa de aulas coletivas de ginástica presente em academias brasileiras. 

Com isso, as alterações no módulo presencial devem contemplar o distanciamento social, por meio de redução no quadro de aulas em grupo, demarcações de espaços no chão para que os alunos mantenham a distância adequada, restrição ao uso de vestiários, horários de treino específicos para grupos de risco e obrigatoriedade de utilização de máscaras.

Além dessas precauções, as aulas online seguirão acontecendo, mesmo com a flexibilização do isolamento social e a reabertura das academias. Cerca de 89% dos associados à Associação Brasileira de Franchising adotaram essa estratégia e, de acordo com a entidade, a mudança foi responsável pela sobrevivência dos negócios em meio à pandemia. “Os serviços terão de se moldar às expectativas e aos receios do consumidor. Ter uma estratégia digital é fundamental”, afirma Beto Filho, presidente da ABF seccional do Rio.

O levantamento da Les Mills Brasil também mapeou atividades e expectativas dos consumidores quanto às práticas. Deles, 56,3% dos alunos mantiveram uma rotina de prática de ginástica em casa na quarentena e 87,2% afirmaram que suas academias disponibilizaram treinos online. A corporação ouviu mil frequentadores dos espaços entre os dias 27 de maio e 7 de junho.

Quanto ao retorno às atividades presenciais, a maioria dos alunos ainda está receosa, e 57,1% dos frequentadores das academias têm medo de pegar coronavírus no ambiente e, por isso, preferem não ir aos locais, mesmo com a reabertura. Entre os espaços administrados pela empresa que já estão abertos, apenas 25% dos alunos têm frequentado as aulas.

Recuperação do negócio

Para Pedro Badur, diretor de marketing e experiência do cliente da Les Mills Brasil, mesmo com a reabertura e a disponibilização de materiais de treinos online, os negócios do setor só devem recuperar o público e a arrecadação estimados no ano que vem. “Mesmo quando a pandemia estiver superada, é esperado que uma parte dos alunos continue treinando em casa, utilizando plataformas digitais alguns dias”, diz Badur. O uso da tecnologia para permitir treinos em casa já era, inclusive, uma tendência entre os frequentadores mais jovens antes de o coronavírus chegar ao Brasil.

Foto: Ginástica em casa.

Crédito: Divulgação.

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