DEMANDA DE DELIVERY SEGUE FORTE MESMO COM REABERTURA DE RESTAURANTES, BARES E SORVETERIAS

Os serviços de delivery bombaram durante a pandemia do Covid-19. Com restaurantes, bares, lanchonetes e sorveterias fechados durante os períodos de restrição, os consumidores optaram por consumir os produtos em casa. Mesmo com a retomada dos comércios alimentícios, a demanda de delivery continua alta. Segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o segmento foi o que mais cresceu em compras pela internet entre 2020 e o ano passado.

De acordo com a pesquisa, entre o segundo semestre de 2020 e o primeiro de 2021, 54,8% dos internautas brasileiros pediram comida por aplicativos, sites ou WhatsApp. Em 2019 esse percentual era de 30,4%.

O delivery foi a saída encontrada pelos estabelecimentos para continuar os negócios durante os períodos de restrição da pandemia, mas o movimento veio para ficar. Uma pesquisa feita pela VR Benefícios com o Instituto Locomotiva aponta que 89% dos comércios alimentícios brasileiros utilizam o serviço de entrega como estratégia de vendas. O índice é 29% maior do que o registrado antes da pandemia e representa 56% do faturamento dos negócios no setor.

A Nero Gelato, rede de gelatos com oito casas nas regiões de Campinas e Sorocaba é um exemplo desse movimento. Mesmo com lojas de shopping fechadas e trabalhando apenas com delivery nas lojas de rua, a gelateria conseguiu dobrar de tamanho.

Segundo Antonio Filho, um dos fundadores e CFO da Nero, em 2021 a demanda de delivery chegou a diminuir cerca de 30% em comparação com 2020 por conta da reabertura das lojas, contudo, os pedidos de entrega continuam fortes. “Antes da pandemia trabalhávamos com delivery em apenas uma loja. Hoje mantemos esse serviço em cinco das oito casas que possuímos”, afirma.

Para Camila Cavalcanti, fundadora e CMO da Nero, o delivery foi o que manteve os negócios aquecidos e um momento de experimentar o novo. “Tivemos que pensar em novas formas de entrega dos produtos, principalmente de taças, sobremesas e cafés, para que o cliente tenha a mesma experiência de quando vem para a loja. Foi um sucesso e hoje podemos dizer que os serviços de entrega vieram para ficar”, diz.

A Nero Gelato, rede com oito casas localizadas na Região Metropolitana de Campinas (RMC) e Sorocaba, foi fundada em 2016 pelos sócios Camila Cavalcanti e Antonio Filho, na cidade de Vinhedo (SP). A empresa investe na qualidade dos produtos, utilizando açúcar orgânico na produção de gelatos, que contém menor teor de gordura comparado aos sorvetes convencionais. Além disso, conta com os sorbets em seu portfólio, uma opção sem lactose, e diversas barras de chocolate artesanais, incluindo as veganas,  feitas por um pequeno produtor de Porto Seguro, na Bahia.

A gelateria possui modelo de negócios diferenciado, mantendo apenas um polo de produção e investimentos em logística para garantir a qualidade dos produtos em todas as casas e a experiência do cliente como diferenciais.

Outro destaque da Nero é a preocupação com a utilização das pás de madeira para tomar gelato, copos biodegradáveis e o uniforme, que é produzido com algodão orgânico, por ex-detentos, pela Pano Social. A Nero aposta em uma gestão inclusiva e humanizada por meio da manutenção de um ambiente participativo, integrado e comprometido.

 

Foto: Camila Cavalcanti, fundadora e CMO da Nero, e Antonio Filho, fundador e CFO da Nero.

Crédito: Divulgação.

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