APROSOJA PROPÕE AGILIDADE PARA MECANISMOS DE SUSTENTAÇÃO DOS PREÇOS DO MILHO

O
presidente da Associação
dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), Carlos Fávaro, e
produtores rurais de todas as regiões do estado participaram de uma reunião com
o superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), regional Mato
Grosso, Ovidio Costa Miranda, para discutir medidas necessárias para escoar a
produção do milho mato-grossense.

Durante o
debate os produtores questionaram os entraves em virtude da política
nacional de certificação de armazéns e cobraram uma intervenção do
governo federal para auxiliar no escoamento da safra de grãos.

Mato
Grosso está prestes a colher mais de 17 milhões de toneladas de milho nesta
safra, até o fim da semana passada cerca de 13% do cereal já foi colhido. O
consumo interno do estado gira em torno de 3 milhões de toneladas e, por meio
dos contratos de opção e Aquisição do Governo Federal (AGF), realizados
pela CONAB nos últimos dias, devem ser adquiridos outros 3 milhões do cereal
mato-grossense. Contando o que já foi comercializado para exportação, vão
sobrar mais de 6 milhões de toneladas que ainda não têm destino certo.

De acordo
com o delegado da Aprosoja em Vera, Rafael Bilibio, em poucos dias os armazéns
da cidade já vão ultrapassar o limite de estocagem. “A nossa produção recorde
vai ficar ao relento. Não dou mais que dez dias para que não haja um armazém
sequer para receber nosso milho”, enfatizou Bilibio.

A reunião
que foi realizada no prédio da Famato, na semana passada, tinha como objetivo
inicial anunciar novidades quanto às outras modalidades de aquisição de milho
pelo governo federal. De acordo com Carlos Fávaro, a ausência dos
representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)
foi motivada pela não aprovação do Ministério da Fazenda. “Estamos aguardando
que o Ministério da Fazenda assine a portaria interministerial que autoriza a
liberação de R$ 700 milhões para intervenções no estado”, declarou Fávaro.

Nos
últimos dias a Aprosoja tem trabalhado para que a nova safra recorde do estado
seja escoada por meio de leilões de prêmio que têm como objetivo equalizar
os altos custos de escoamento. São eles: Prêmio para Equalização de Preços ao
Produtor (Pepro) ou de subvenção ao frete (PEP).  Fávaro sugere que a
primeira modalidade a ser adotada seja o PEP. “Precisamos esvaziar nossos
armazéns e o PEP é o meio mais rápido para essa saída”, alertou.

Os produtores também tecerem
fortes críticas quanto à nova obrigação da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso
(SEFAZ-MT) para a arqueação dos armazéns do estado, ou seja, uma nova medição
de capacidade que deve ser feita até o fim de julho. Caso a armazenadora não
faça, a Inscrição Estadual será cancelada, ou seja, impossibilitará que receba
produtos.

 
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