MÊS DO ORGULHO LGBTQ+: STARTUPS PRECISAM DE MAIOR DIVERSIDADE

MÊS DO ORGULHO LGBTQ+: STARTUPS PRECISAM DE MAIOR DIVERSIDADE

Junho é o mês do Orgulho LGBTQIA+, período ideal para discutir como as empresas lidam com a inclusão e o respeito às minorias, sejam elas de gênero, raça, idade, entre outros. E o setor de startups, tão associado à inovação, tem um longo caminho a seguir nessa questão.

Na contramão das startups brasileiras, que em sua grande maioria não apresenta diversidade em seus quadros, a fintech Finplace adotou a inclusão como um dos seus pilares e investe em ações que promovam o respeito e a participação das minorias. “Uma equipe mais diversa traz para a empresa diferentes olhares e promove melhores resultados para o negócio”, ressalta Patricia Rechtman, cofundadora da fintech Finplace.

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Startups no ano passado, com mais de 5 mil empresas associadas, identificou uma baixíssima diversidade no segmento. O mapeamento aponta que os homens são maioria entre os fundadores de startups no Brasil (59,2% do total), enquanto as mulheres respondem por 12,6%. E nas startups em que há mais de um fundador, a presença feminina é maioria em apenas 2,4% delas.  Na divisão por raça, a maioria se autodeclara branca (64,8%), seguida pelos pardos (22,7%) e negros (5,8%). Quanto à orientação sexual, 92,3% se declaram heterossexuais, 3,9% são homossexuais e 1,5% são bissexuais.

Os dados sobre presença feminina nos demais cargos das equipes também surpreendem, negativamente: 26,5% das startups não têm sequer uma mulher no time, enquanto que apenas 15% têm metade do time composto por mulheres. Os transexuais também estão ausentes em 96,7% das empresas participantes do levantamento. Os negros, por sua vez, não são encontrados em 52,8% das empresas do setor e pessoas com deficiência também não estão bem representadas no ecossistema: menos de 6% das startups têm pelo menos uma pessoa com necessidades especiais. “Esses números são preocupantes e podem ser ainda piores se fizermos esse recorte nas empresas que atuam especificamente no setor financeiro”, ressalta Patricia Rechtman, cofundadora da fintech Finplace. Patricia é homossexual e trabalha há 3 anos em um setor basicamente controlado por homens heterossexuais, como é o caso do mercado financeiro.

Criada em 2019, a Finplace tem um programa para promover contratações de minorias e, a partir dos resultados de uma pesquisa de clima entre os colaboradores, fundou, em parceria com a área de Gente & Gestão, o Comitê de Empatia, que atua no sentido de implementar a cultura de diversidade em seus mais variados aspectos. Além disso, há também uma ouvidoria, que faz o acompanhamento de problemas que possam surgir relacionados a condutas inadequadas. “O nosso olhar está voltado para as minorias de forma geral: lideranças femininas, questões raciais, LGBTQIA+, profissionais acima de 50 anos, PCD tudo isso está no nosso radar”, comenta Patricia. O resultado do modelo de gestão pautado em diversidade e inclusão se reflete não apenas em uma empresa mais plural, mas também em números. Com pouco mais de um ano de vida, a startup já conta com dois mil clientes ativos, mais de R$ 400 milhões transacionados e mais de R$ 4,1 bilhões em volume de crédito disponíveis em sua plataforma.

A empresa possui cerca de 25% dos cargos representados por alguma minoria, e pretende chegar a 35% em um ano. “Ainda há muito a ser feito em prol da diversidade em nossa empresa, mas acredito que estamos no caminho certo”, completa Patricia. No mês do Orgulho LGBTQIA+, o Comitê de Empatia da Finplace promove para os seus colaboradores uma série de palestras seguida de rodas de bate-papo sobre temas como diversidade e inclusão, com convidados como a empresa de recrutamento e seleção, Robert Half, para falar de etarismo; Samira Soares de Sá, mestranda em literatura e ativista do Movimento Negro Unificado, para falar de racismo estrutural; e Camila de Luca, sócia fundadora e editora-chefe de conteúdo do Portal Além da Cadeira, para falar de PCD no mercado de trabalho, entre outros.

A Finplace é uma inovadora plataforma que vem quebrando paradigmas no mercado de crédito. Ela conecta instituições financeiras com empresas que precisam antecipar receitas futuras. A fintech foi lançada em novembro de 2019 pelos mesmos sócios da empresa Credit Brasil (atualmente Grupo CB), que tem 25 anos de atuação no mercado financeiro.

 

Foto: Patricia Rechtman, cofundadora da fintech Finplace.

Crédito: Divulgação.

SEMINÁRIO INTERNACIONAL EM CAMPINAS REÚNE REFERÊNCIAS GLOBAIS PARA DEBATER O PAPEL DOS PARQUES NA TRANSFORMAÇÃO URBANA

SIMPÓSIO EM CAMPINAS DEBATE AVANÇO DAS DEPENDÊNCIAS DIGITAIS E IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL

CAMPINAS RECEBE AÇÃO GRATUITA PARA TIRAR DÚVIDAS SOBRE O IMPOSTO DE RENDA

SKY GALLERIA INAUGURA AUDITÓRIO CORPORATIVO E REFORÇA VOCAÇÃO PARA NEGÓCIOS EM CAMPINAS

CONSTRUÇÃO CIVIL PAULISTA CRIA MAIS DE 24 MIL EMPREGOS EM 2025 E MANTÉM TRAJETÓRIA DE CRESCIMENTO

VIRACOPOS REFORÇA LIDERANÇA LOGÍSTICA COM RECERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL PARA CARGAS FARMACÊUTICAS ATÉ 2028

FLUKE NOMEIA RICARDO MENDES COMO NOVO GENERAL MANAGER PARA IMPULSIONAR EXPANSÃO NA AMÉRICA LATINA

LIMPEZACA ACELERA EXPANSÃO E PROJETA 30 NOVAS FRANQUIAS EM 2026

REFORMA TRIBUTÁRIA: A DÉCADA SERÁ DE COMPLEXIDADE PARA EMPRESAS E DE DIAMANTE PARA PROFISSIONAIS PREPARADOS

Assine nossa newsletter

Este site é protegido pelo reCAPTCHA e pelo Google Política de Privacidade e Aplicam-se os Termos de Serviço.