PESQUISA MOSTRA QUE MAIS DE 34% DAS EMPRESAS DO PAÍS SÃO LIDERADAS POR MULHERES

A última pesquisa do Sebrae, (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) feita com base nos dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revelou que o Brasil conta com aproximadamente 10,3 milhões de mulheres empreendedoras, ou seja, mais de 34% das empresas do país são lideradas por mulheres. Segundo a neuropsicóloga e consultora empresarial Dra. Fátima Corrêa, o sucesso desses empreendimentos não é adquirido sem alguns desafios, portanto, a inteligência emocional deve ser considerada uma habilidade fundamental, que precisa ser trabalhada por todas que sonham em ser donas do próprio negócio. “Gerir uma empresa requer lidar com situações difíceis, tomar decisões importantes e construir relacionamentos saudáveis e produtivos. Dito isso, as mulheres empreendedoras precisam compreender suas próprias emoções e como essas emoções afetam o comportamento, isso é, adquirir a capacidade de lidar com emoções negativas, como ansiedade e até mesmo o medo do fracasso, presente em quaisquer tentativas de construir um negócio bem-sucedido”, diz a neuropsicóloga.

Para a especialista, a maior cobrança ou mesmo as duplas jornadas enfrentadas por muitas mulheres na sociedade também requerem um cuidado mais atento no que diz respeito as questões de saúde mental, especialmente quando esses fatores são somados aos desafios de liderança.

Dra. Fátima Corrêa também comenta que as mulheres são naturalmente mais detalhistas, além de possuírem uma maior flexibilidade de adaptação e capacidade para realizar múltiplas tarefas ao mesmo tempo. “A existência desse dinamismo e resiliência faz parte das características que têm contribuído para o fortalecimento das mulheres no mercado de trabalho, contudo, são aspectos que precisam ser equilibrados, ou seja, demandam um maior cuidado das mulheres em relação a saúde mental para evitar possíveis cenários de sobrecarga, por exemplo”, enfatiza.

A consultora empresarial explica que reconhecer as próprias emoções é apenas uma parte do processo. “Uma mulher com alta inteligência emocional também saberá como interpretar os sinais dos outros e em quais momentos ela deve se priorizar, a fim de identificar e antecipar gatilhos emocionais. Esse domínio também ajuda a entender quando é preciso promover interação social com outras pessoas, afinal, ninguém é capaz de lidar com tudo sozinho”, destaca.

Tendo em vista a importância do autoconhecimento, Dra. Fátima Corrêa também destaca a necessidade de busca pelo autocontrole, para que seja possível lidar com os próprios sentimentos. “Essa habilidade envolve um diálogo interno constante, evitando, assim, que a mulher seja dominada pelas fortes emoções. Aquelas que possuem autocontrole experimentam impulsos emocionais, mas, diferente de outras pessoas, conseguem controlá-los e direcioná-los de maneira construtiva”, diz.

Dessa forma, a neuropsicóloga orienta que as mulheres empreendedoras ou que desejam empreender sempre busquem adquirir novos conhecimentos e habilidades emocionais. “Na busca pelo sucesso, o importante é definir um objetivo específico e concentrar-se nele, para, após alcançá-lo, estabelecer hábitos que possam mantê-lo. Lembrando ainda que definir muitas metas ao mesmo tempo é ineficaz, assim como esgotar toda força de vontade em uma única área ou tarefa”, conclui.

 

Foto: Dra. Fátima Corrêa.

Crédito: Divulgação.

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