POR QUE ALGUMAS MULHERES E HOMENS SOFREM COM CORTE QUÍMICO?

Se os fios da mulher ou do homem começam a ficar opacos, secos e quebradiços pode significar corte químico. O médico tricologista Doutor João Gabriel Nunes explica que isso ocorre quando a fibra capilar rompe por incompatibilidade, excesso ou uso inadequado de processos químicos e se for utilizado uma ou mais químicas em curto intervalo de tempo, aumentando o teor alcalino da fibra. 

 

Usar produtos com Ph abaixo de 3 ou acima de 9 também pode ser um fator de risco. “Phs extremos encontrado nas químicas, incham a fibra capilar com absorção de ácidos ou base, forçando e abrindo as cutículas. Isso possibilita dano permanente interno a fibra ou em casos mais graves o corte químico”, explica o médico.

 

Evitar lavar os cabelos com grande frequência, utilizar produtos hidratantes e fazer  hidratações semanais, são dicas para recuperar a saúde dos cabelos. É necessário abrir mão de tudo que possa comprometer mais ainda a fibra capilar, como por exemplo o secador, chapinha, modelador de cachos e qualquer outra fonte de calor.

 

O caso da empresária Tamires Antônio foi um pouco diferente. Sempre manteve os cabelos morenos com cortes compridos e sem química, até que resolveu fazer luzes para ficar com algumas mechas loiras. Caminho sem volta. A jovem pintou os cabelos para que ficasse loira e não parou até chegar na tonalidade loiro acinzentado, cor que deixa os fios quase brancos. Ao todo foram dois anos aplicando coloração. 

 

Ela conta que as pontas estavam muito finas e a raiz volumosa. “Quando eu penteava, os fios arrebentavam, se partiam ao meio”, diz.

 

Tamires, que tinha o cabelo na altura da cintura, teve que cortá-los na nuca. O Doutor João Gabriel diz que em alguns casos a estrutura capilar é tão comprometida que o ideal é fazer um corte radical e aderir a um cronograma capilar, aguardando o cabelo crescer saudável. “Eu achava que meu cabelo era forte o suficiente para aguentar qualquer tipo de química”, diz já recuperada do susto de perder seus fios. Depois do corte químico, foram mais de dois anos para os cabelos voltarem ao comprimento normal e desde então, não fez mais nenhum tipo de procedimento. 

 

Foram quase três anos para Tamires ter os cabelos do jeito que sempre quis, e por isso ela não tomou os devidos cuidados. E sobre o caso, Doutor João alerta. “O melhor a se fazer é um teste de mecha e dar um tempo entre um procedimento e outro. Isso não quer dizer que precisa abrir mão da química, só precisa adequar um tratamento de fortalecimento e reconstrução para manter a saúde dos seus cabelos antes que os danifiquem”, afirma o médico.

João Gabriel Nunes se formou em medicina em 2010, pela Universidad Del Valle, em Cochabamba. Sua primeira pós-graduação foi em dermatologia pela faculdade de ciências médicas de Minas Gerais, com extensão acadêmica na University of Michigan, nos Estados Unidos. Sua segunda pós-graduação foi em reumatologia pelo instituto de pesquisas e ensino médico de São Paulo, com extensão acadêmica em Harvard Medical School, também nos Estados Unidos. A última pós-graduação do médico foi em Tricologia e Transplante Capilar no Instituto e Hospital da Pele em São Paulo. Além de sua formação, João Gabriel é membro da Academia Europeia de Dermatologia e membro da Sociedade Brasileira do Cabelo. Recentemente foi convidado a fazer parte da mais respeitada sociedade de cirurgia capilar do mundo, a ISHRS (International Society of Hair Restoration Surgery). 

João Gabriel Nunes trabalha na sua clínica que fica em Mogi Guaçu (SP), o centro médico capilar. E para garantir o conforto do paciente, dentro do valor da cirurgia está inclusa uma diária em um hotel parceiro da clínica, e um motorista responsável por levar o paciente para o local que será realizada a operação. 

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