ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDÚSTRIA GRÁFICA GANHA FORÇA

Em
reunião realizada na sede da Associação Brasileira da Indústria Gráfica
(ABIGRAF Nacional), a Associação Brasileira de Empresas com Rotativas Offset
(ABRO) oficializou seu retorno para o Sistema ABIGRAF, num movimento que visa
fortalecer a indústria de impressão em âmbito nacional. Com a decisão, a ABRO
passa a integrar o grupo de entidades que atuam em sinergia para fazer valer os
interesses do setor.

A ABRO
surgiu a partir do amadurecimento de uma iniciativa do próprio Sistema ABIGRAF.
Estabelecido originalmente em 1997 no âmbito da Associação Brasileira de
Tecnologia Gráfica (ABTG), o Grupo de Impressores com Rotativas Offset (GIRO)
tinha como foco apoiar o desenvolvimento técnico do segmento. Com algumas das
mais importantes empresas gráficas brasileiras entre seus integrantes e
representando parte significativa do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria
de impressão, o GIRO ganhou força e, em 2006, desagarrou-se do guarda-chuva
institucional da ABIGRAF, recebendo a denominação “ABRO”.

A partir
daí, a entidade firmou-se como referência para o segmento, concentrando-se
principalmente na prestação de auxílio técnico e institucional para as empresas
com rotativas offset. Com 21 associados entre gráficas e fornecedores, a ABRO
representa hoje 64 empresas, responsáveis pela manutenção de mais de 20 mil
empregos e um faturamento de R$ 4,7 bilhões – o equivalente a 15,7% do PIB (Produto
Interno Bruto) gráfico brasileiro.

Segundo o
presidente da ABIGRAF Nacional, Fabio Arruda Mortara, o retorno da ABRO é
motivo de muito orgulho para todos, e significará um enorme ganho estratégico
para as duas entidades. “Quanto maior for a convergência entre as entidades que
representam os diversos segmentos da indústria gráfica, maior será a interação,
sinergia e, principalmente, a força da entidade na defesa do setor”, pontuou.

Atualmente,
a ABRO oferece, em parceria com o SENAI e fornecedores gráficos, treinamentos
gratuitos que tem por objetivo aliar conhecimento acadêmico, prático e
atualização tecnológica. Além disso, é a entidade responsável pela compilação
do índice mensal de preços deste segmento, bem como pela elaboração de análises
anuais.

Com a
nova configuração, a ABRO manterá as mesmas atribuições técnicas, mas se
instalará na sede técnica da ABTG, entidade com a qual compartilhará
infraestrutura e sinergias. Para o presidente da ABTG, Reinaldo Espinosa, o
compartilhamento de informações e expertises entre as duas entidades deve
contribuir para o avanço tecnológico do segmento no País. “Quem sai ganhando
são as empresas e profissionais gráficos, que contarão agora com as duas
principais referências técnicas do setor em uma mesma casa”, resumiu.

Do ponto
de vista político-institucional, os ganhos serão, também, significativos. Com a
formalização do retorno da ABRO ao Sistema ABIGRAF, um representante da
entidade dirigirá um novo grupo empresarial focado nas demandas e necessidades
no setor de rotativas offset, sob o espectro institucional da ABIGRAF Nacional.

Para o vice-presidente da ABRO e
diretor geral da gráfica Plural, Carlos Jacomine, a força de uma indústria não
reside apenas na dimensão de seu PIB, mas, principalmente, na capacidade de
articulação das empresas que compõe o setor. “De que adianta termos uma
porcentagem significativa do PIB gráfico nacional, se temos limitada capacidade
de reivindicação? A ABRO acredita no associativismo, porque não basta ser
grande. É preciso fazer parte do grupo”, resumiu.

 
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