CIESP CAMPINAS APOSTA NA REFORMA DA PREVIDÊNCIA PARA RETOMADA DOS NEGÓCIOS

O diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) regional Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, afirmou que a indústria regional em abril registrou saldo negativo de 100 demissões, o que resultou na perda de 700 demissões no primeiro quadrimestre do ano. “Esse resultado negativo na indústria da região de Campinas, acreditamos que esteja ligado diretamente a instabilidade gerada pelos fatos políticos nesses quatro meses. Infelizmente as demissões ocorreram por esses fatos. Já para os próximos meses, com a votação da Reforma da Previdência e o andamento de outras reformas, o ambiente de negócios deve melhorar, os investimentos voltarão e a retomada do emprego deve ocorrer”, explicou o diretor. 

Na pesquisa Sondagem Industrial do Ciesp-Campinas, 83,3% dos respondentes  afirmaram que a Medida Provisória da Liberdade Econômica assinada pelo presidente da República, para reduzir a burocracia e os custos para os pequenos negócios, pode contribuir para alavancar a economia no médio prazo.

José Henrique Toledo Corrêa explica que a entrada do novo governo não provoca imediata mudança na cadeia produtiva, pois são necessárias aprovação de novas leis, medidas provisórias e mudanças constitucionais e, segundo ele, isso demora. “O empresário aguarda a aprovação nesse primeiro momento da reforma previdenciária, que é uma reforma que vai mexer muito com a economia brasileira porque vai estancar uma parte dos gastos públicos e permitirá que o governo invista em setores que originalmente são funções dele como saúde, educação, saneamento básico, obras de infraestrutura, estradas e isso ajuda a ter verba para retomada, pois são cadeias que tem produção e que tem investimento.Isso trará investimentos estrangeiro e nacional e também novas empresas que virão atrás do mercado consumidor do Brasil, que é um mercado potencial bastante interessante” diz.

O diretor do Ciesp Campinas, José Henrique Toledo Corrêa, reiterou, como as empresas estão se posicionando diante desse impasse. “Enquanto não tem essa retomada, as empresas estão  estacionadas no faturamento, em contratações e as despesas aumentaram. Para reduzir as despesas, a maneira mais rápida é, infelizmente, demitir. Creio que havendo essas mudanças, além da reforma da previdência sendo votada e aprovada pelo congresso, aliado às benesses que o governo estará lançando, após a aprovação da reforma previdenciária, e já sinalizando com a reforma tributária já para esse ano, nós teremos uma retomada muito forte para 2020”, conclui.

 

Foto: Diretor do Ciesp Campinas, José Henrique Toledo Corrêa.

Crédito: Roncon & Graça Comunicações.

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