CINCO EMPRESAS QUE ADOTARAM A AGENDA ESG COMO MECANISMO PARA ABRIR NOVAS OPORTUNIDADES DE TRABALHO

No cenário empresarial contemporâneo, a adoção da agenda ESG vem crescendo constantemente. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), 78,4% das empresas brasileiras já aderiram a essa prática.  Esse mecanismo não apenas impulsiona a sustentabilidade e a responsabilidade corporativa, como também desbloqueia novas oportunidades para diversas carreiras, há expectativas de que até 2030 em torno de 7 milhões de empregos sejam gerados dentro dos padrões ESG  e da Economia Verde.

Nesse contexto, diversas empresas e instituições de variados setores têm se envolvido de maneira ativa em implementações de novas maneiras e oportunidades de trabalhos a partir das frentes que lideram e assim aproveitando novos e seniors talentos. Seguem exemplos dessas organizações e como trabalham nessa questão.

Instituto I.S

O Instituto I.S,  Organização Social Civil, privada e sem fins lucrativos, que atua no modelo think tank, vem desempenhando um papel crucial na promoção de novas oportunidades de trabalho, através do projeto Estação do Conhecimento. O projeto visa o estabelecimento de um local cooperativo, com troca de experiências, networking e inovação dentro da antiga Estação Ferroviária de Taubaté que está passando por obras de restauro. Com a presença de profissionais de diversas áreas, o local promove, eventos, cursos e a valorização do conhecimento novo e do mais antigo. “O Instituto sempre enxergou a conexão entre suas iniciativas e a agenda ESG. Por meio do projeto Estação do Conhecimento, estamos não só restaurando a Estação Ferroviária de Taubaté, mas também gerando postos de trabalho relacionados à gestão cultural, educação, inovação, economia, a interação da sociedade e diversos outros assuntos. Nossa instituição abraça a visão de que o desenvolvimento urbano pode ser um motor para a criação de empregos, contribuindo assim para uma economia local mais resiliente e uma cidade mais sustentável”, relata Rodrigo França, presidente do Instituto I.S.

Semente Negócios

A Semente desenha soluções de inovação que valorizam a vida, trazendo o impacto para o centro das tomadas de decisão em diferentes áreas. A empresa visa contribuir para a evolução de ecossistemas de empreendedorismo, alavancar o empreendedorismo inovador como instrumento de mudanças socioambientais e aumentar as competências de inovação em grandes organizações. A Semente acredita na inovação como meio e o impacto como fim. Por isso, em todas as suas frentes de atuação, busca promover a prosperidade econômica, social e política por meio da inovação. “Aqui na Semente nós operamos em vários projetos de empreendedorismo a fim de gerar oportunidades de trabalho para mais pessoas. Atuamos para promover uma inovação centrada em valorizar e melhorar a vida das pessoas. Para isso, partimos de ações inovadoras centradas no humano, sempre pensando de forma justa e sustentável, a fim de gerar prosperidade”, explica Marcio Jappe, CEO da Semente Negócios.

Alacero

A Alacero, Associação Latino-americana de Aço é uma entidade civil sem fins lucrativos que integra a cadeia de valor do aço latino-americano com o objetivo de promover sustentabilidade, emprego industrial de qualidade, integração regional, inovação tecnológica, cuidado com o meio ambiente, excelência em recursos humanos, segurança no trabalho, desenvolvimento integral de suas comunidades e responsabilidade corporativa. Por si, o setor de aço gera mais de 1,4 milhões de trabalhos e a Alacero, alinhada a práticas ESG, atua com incentivo da geração de empregos dentro do setor na região da América Latina. A Associação também incentiva o nearshoring para todos os países produtores de aço da América Latina, isto é, que os países consumam o material da própria região, isso porque, além de movimentar a economia e gerar empregos locais, a América Latina tem uma média de emissões de CO2 por tonelada de aço bruto inferior ao mundo e muito inferior à China. Para cada tonelada de aço produzida na América Latina, é emitida 1,6t de CO2, enquanto a média mundial é de 1,8t e a da China é de cerca de 2,1t.

Connecting Food

Pensando em minimizar os efeitos do paradoxo que é a fome e o desperdício de alimentos, a Connecting Food – primeira foodtech brasileira especializada em conectar os alimentos que seriam descartados por empresas, mas ainda são bons para o consumo, às organizações sociais – traz impacto positivo nessas duas questões críticas da atualidade por meio meio da tecnologia, estratégia logística e relações humanas. Promovendo todos os pilares da sigla ESG para a estratégia das empresas da cadeia de alimentos e de quaisquer outras organizações que queiram atuar neste mesmo sentido, toda operação da Connecting Food é realizada com uma minuciosa análise de dados, passando pela aplicação de processos ágeis, treinamento de equipes e destinação dos alimentos excedentes bons para consumo a organizações da sociedade civil, com verificação da idoneidade dessas organizações e o acompanhamento de todo o processo, para assegurar que a comida realmente saia dos doadores e chegue a quem precisa.

A foodtech, que atua nas 27 unidades federativas do país, atualmente atende mais de 510 Organizações da Sociedade Civil (OSCs) em 273 cidades. Até o momento, a Connecting Food já redistribuiu mais de 10,5 mil toneladas de alimentos que seriam desperdiçados, o que contribuiu para a complementação de mais de 19 milhões de refeições no prato dos brasileiros.

BPool

Fundada em 2019, a BPool é um EGM (Enterprise Gateway Marketplace) que conecta grandes corporações ao novo ecossistema fragmentado e alternativo de comunicação formado por centenas de pequenas empresas especialistas.

Com o propósito de contribuir para mudar a realidade apresentada pelo censo de Diversidade e Inclusão da  World Federation of Advertisers, onde uma em cada sete pessoas que trabalham em marketing globalmente deixaria a indústria por falta de diversidade, equidade e inclusão. Sabendo da importância do tema para a sustentabilidade de todos os negócios, a BPool conta com a solução 50+1, dedicada a alavancar investimentos de marketing, comunicação e publicidade junto a parceiros liderados por representantes de grupos diversos: mulheres, pessoas não-brancas, LGBTQIAPN+ e PCD’s.

 

Foto 1 – Rodrigo França, presidente do Instituto I.S.

Crédito: Divulgação.

Foto 2 – Marcio Jappe, CEO da Semente Negócios.

Crédito: Dan Pellicciari

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