REDE IMOBILIÁRIA CAMPINAS PROMOVE EVENTO BUSCANDO SOLUÇÕES PARA REESTRUTURAR CAMPINAS

A Rede
Imobiliária Campinas (SP) promoveu um amplo debate com o tema  “Lei de Uso e Ocupação do Solo – Qual o Perfil
Urbanístico de Campinas?”. A ideia foi de mostrar às autoridades e ao público
em geral, que é possível se reestruturar a cidade trazendo qualidade de vida ,
ampliando a circulação de forma criativa e inteligente, ocupando os espaços
ociosos com infraestrutura criando uma cidade inteligente e moderna. Na
oportunidade o Presidente  do Núcleo
Regional Campinas do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) Alan Cury e o vice presidente da entidade, Marcelo
Juliano, fizeram uma explanação do atual panorama urbanístico de Campinas,
dentro das diretrizes da Lei de Uso e Ocupação do solo e as perspectivas de
mudanças para os próximos anos.

O
presidente da Rede Imobiliária Campinas, Antonio De Lucca Junior , disse que
Campinas é uma cidade que tem uma procura muito grande  e uma aceitação de pessoas que vem de outros
Estados e de outros países querendo permanecer e criar vínculos empresariais na
cidade, no entanto da forma como se desenvolve o projeto pensar futuro Campinas
tem feito com que muitas pessoas deixem de habitar a cidade e deixem de trazer
projetos como empresas e industrias devido à falta de um projeto urbanístico e
de uma readequação da Lei de Uso e Ocupação do solo adequada à realidade de
crescimento da cidade.   As informações relativas
às questões urbanísticas sobre a possibilidade de construção de empreendimentos
em  determinadas regiões da cidade são
demoradas e isso propicia que o investidor busque outras localidades em função
da burocracia enfrentada. “Campinas é uma cidade que recebe muitas pessoas e
isso gera pesquisa de aquisição e não tendo produto os números se mantêm.
Dentro desse projeto desse projeto futuro 
nós temos que distribuir sustentabilidade onde as pessoas encontrem
dentro de núcleos residenciais dentro da cidade tudo que precisem dentro
daquele próprio ambiente onde residem”, diz.

De Lucca
Junior disse que as entidades de classe como os arquitetos, os engenheiros, as
pessoas que atendem no mercado de compra e venda de imóveis e a própria rede
mobiliária tem uma importante contribuição ao poder público no sentido de
sugerir e apresentar propostas importantes à Lei de Uso e Ocupação do Solo que
contemplem uma solução urbanística para a cidade no mínimo para os próximos 20
anos. Nesse sentido, o presidente da rede imobiliária Campinas aponta a
necessidade de que a Câmara e a prefeitura criem um grupo de estudo para se
pensar a estruturada cidade para os próximos anos.

Para o
arquiteto Marcelo Juliano é fundamental que o setor imobiliário da cidade
discuta esse assunto, porque ele tem um papel importante na requalificação da
cidade e na questão do uso e ocupação do solo.

O
presidente do núcleo regional Campinas do Instituto dos Arquitetos do Brasil,
Alan Cury, disse que o arquiteto não é um especialista como é um corretor de
imóveis e um engenheiro civil. O arquiteto é um generalista e coordena toda uma
linha de trabalho e de raciocínio com vários especialistas. O arquiteto olhando
a cidade como um todo vai buscar nos seus parceiros técnicos as soluções mais
corretas e aplicar isso à cidade com humanidade, com vida, com sociabilidade e
coma convergência de vários setores da economia. “Uma visão hoje da cidade de
Campinas é o deslocamento rodoviário, inclusive. A gente utiliza a D. Pedro
como um meio de circulação, quando na verdade ela é uma rodovia. A rodovia
recebe o ônus da cidade pela falta de planejamento. Campinas já não tem um
viário novo há muitos anos. A gente tem que fazer viários novos e mudar as
caixas viárias, pois a sociedade ampliou, cresceu e a cidade continua do mesmo
tamanho. O que acontece é a formação de loteamentos nas suas beiradas,
espalhando a cidade com baixa densidade”, diz.

Na
avaliação do arquiteto Alan Cury, Campinas está entre as cidades de menor
densidade do País, entre as sedes de regiões metropolitanas. O centro de
Campinas, explica ele, sofre de abandono porque não se atualizou a sua
capacidade de ocupação, a legislação não atende os anseios do comércio e
moradias atuais e dessa forma amplia-se continuamente a sua mancha de abandono.

Alan Cury
disse que Campinas tem que voltar a ser protagonista e desenvolvimentista. A
prefeitura tem que ser vista pela ótica do trabalho como uma empresa. Ela tem
que ter eficiência, com prazo e norma. Segundo o arquiteto, isso é obtido
através de informatização de todo o processo com uma inteligência artificial
trabalhando em nosso favor.

O
arquiteto destaca que a questão do zoneamento em Campinas é muita antiga e vem
sofrendo alterações pontuais ao longo de vários anos. “Quando você vê uma
planta do zoneamento de Campinas, ela é uma colcha de cores e de retalhos
porque não houve planejamento estratégico analisando a potência de cada região
e o que interessa a sociedade”, avalia.

O
arquiteto Alan Cury disse que o eixo Campinas – Sorocaba é o 2º Produto Interno
Bruto (PIB) do país, maior que o do Estado do Rio de Janeiro e torna-se
inconcebível que em uma cidade como Campinas quando se precisa de uma ficha de
informação, um representante da prefeitura desenha o lote e informa o que pode
e o que não pode. “Esse processo leva tempo, há margens para erro, porque o ser
humano erra”, diz.

Para o
arquiteto a idade tem que ser transparente e para todos. “Ela não pode ter as
informações fechadas como ela tem. Esse é um processo que Campinas parou no
tempo há muito tempo.Por falta de interesse político, ela não desenvolveu e
agora a nova gestão tem um desafio enorme pelo tempo que isso levou para ser
atualizado, mas é possível”, afirma.

O
arquiteto diz ainda que se dependesse única e exclusivamente da tecnologia isso
poderia ser aplicado em três meses, mas isso envolve licitações, entendimentos
e tudo isso torna o tempo incerto,pois sai da parte técnica e vai para a
questão política. “Seria muito positivo se ao final dessa gestão conseguisse entregar
para a cidade um sistema todo inteligente”, diz.

Para a
região central de Campinas, Alan Cury acredita que é preciso estudar a região
estimulando a volta da habitação. Para que isso se torne viável é preciso criar
estacionamentos subterrâneos nas praças existentes. Criar uma circulação
efetiva reduzindo a circulação de carros na região central no qual as pessoas
poderiam estacionar nas bordas do centro e um modal , que poderia ser uma van
servir como um anel dessas bordas para 
centro da cidade, ampliar a área de pedestres, qualificar as ciclovias,
não como faixa vermelha pintada no asfalto, mas como uma área delimitada só
para bicicletas, não pode ter moto, não pode ter pedestre. É preciso ter
segurança para o ciclista em área separada de carros e ônibus. “Assim eu vou
fazendo com que a mobilidade da cidade vai sendo resolvida e o centro passa a
ter um grande interesse porque no centro eu tenho todos os modais de ônibus .
No centro eu tenho toda a infraestrutura necessária. Eu tenho espaço para
comércio maravilhosos. A gente tem que pensar o centro como um todo”, explica.   

Com o
crescimento de Campinas a discussão sobre a revisão das macrozonas tem se
tornado mais intensa, pois alguns bairros que eram tidos como estritamente
residenciais passaram a abrigar pequenos comércios e até mesmo escritórios de
prestadores de serviços como contadores e advogados. Diante deste cenário a
cidade precisa ser replanejada para essa nova realidade.

 Fotos – Evento da Rede imobiliária Campinas
Crédito: Roncon & Graça Comunicações

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