VGBIO SE DESTACA NA FABRICAÇÃO DE PRODUTOS ECOLOGICAMENTE CORRETOS

A VGBIO é
um case de sucesso de uma empresa Start
Up
que começa a dar certo e com tendência de crescimento figurando como a primeira
empresa no Brasil dedicada exclusivamente na fabricação de biolubrificantes e
graxas de base vegetal. A empresa verde que iniciou efetivamente as suas
atividades neste ano tem sede em Campinas (SP) e unidade fabril em Itatiba (SP)
com capacidade de produção de 170 mil litros de biolubrificantes e 7 mil quilos
de graxa por mês tem previsão de atingir um faturamento neste primeiro ano de
vida da ordem de R$ 5 milhões. Com investimentos previstos da ordem de R$ 13
milhões para 2013, incluindo a construção de nova unidade fabril e laboratório
de pesquisa e desenvolvimento na região de Campinas, interior de São Paulo,
além de certificações e patentes, a VGBIO estima um faturamento da ordem de R$
25 milhões em 2013 e crescimento em torno de 20% ao ano para os próximos cinco
anos. A ideia é atingir em três anos a marca de 540 mil litros de
biolubrificantes e 25 mil quilos de graxa por mês. A
biotecnologia da fabricação de lubrificantes e graxas biodegradáveis à base de
óleos vegetais de soja, nabo forrageiro, mamona e pinhão manso, entre outros,
foi desenvolvida em 2006.

Em tão pouco tempo no mercado a VGBIO vem conquistando clientes importantes
devido à alta performance de seus produtos já comprovada. Segundo o CEO da
VGBIO, Roberto Uyvari Jr., a indústria possuía duas importantes demandas. Uma
delas seria reverter os inúmeros casos de doenças de pele que atingem
trabalhadores que atuam como operadores em empresas de metal Working, ou seja,
de usinagem de metais que fabricam peças para outros seguimentos industriais. Esses
operadores tem contato direto com os óleos lubrificantes necessários para o
desempenho dessas máquinas e por serem de origem mineral ocasionam as doenças
de pele. Outra questão se refere à sustentabilidade e ao meio ambiente. De
acordo com Roberto Uyvari, os produtos da VGBIO são desenvolvidos com base em
soja, girassol e linhaça e, portanto, são atóxicos, não causando danos ao ser
humano. “A pesquisa sob o ponto de vista de energia de fonte renovável, pois o
produto sai da terra e é um grão que é replantado. O petróleo é uma fonte não
renovável. Durante o desenvolvimento figuram questões de sustentabilidade e de
aspectos ecológicos como financeiros e não acadêmicos”, explica.

Com esse início de trabalho a VGBIO está conquistando clientes
importantes como a Embraer, Quip Engenharia, ThyssenKrupp Elevadores, Companhia
Siderurgica do Atlantico, América Latina Logística (ALL), Polimetal, Camargo
Correa, Maquinas Sanmartin, Superpesa, Magneti Marelli, Vale do Rio Doce, Casa
da Moeda do Brasil e a WEG Motores, entre outras, que já iniciaram a
substituição dos lubrificantes e graxas minerais por produtos biodegradáveis e
atóxicos de origem vegetal.

Essa importante biotecnologia está inserida no restrito rol das patentes
verdes do  – Instituto Nacional de
Propriedade Industrial (INPI). Das 500 patentes verdes que deverão ser
concedidas pelo INPI em todo o Brasil, quatro já são da VGBIO. “Conseguimos
produzir biolubrificantes e graxas que, além de apresentarem maior rendimento
do que os lubrificantes minerais e sintéticos em diversas aplicações, não
agridem o meio ambiente, pois a sua degradabilidade varia entre 28 e 40 dias.
Outras vantagens são a economia em função do aumento do ciclo de vida do
produto e a redução do descarte de resíduos, o fim das multas ambientais e
todos os transtornos causados pelos produtos que agridem à saúde e à natureza”,
comenta.

Roberto Uyvari Jr. Explicou também como funciona o processo de
fabricação dos produtos. “Nós compramos esse óleo dos produtores de óleo
vegetal, que são os mesmos que fornecem para a indústria de alimentos e dentro
da nossa fábrica nós realizamos transformações físico-químicas transformando em
outro tipo de produto. Nós adicionamos produtos, aquecemos, resfriamos, então é
uma unidade de transformação intermediária”, explica.

Roberto Uyvari disse que nesse momento a empresa está preparando a
unidade que será instalada em Campinas próximo ao aeroporto de Viracopos entre
as rodovias Anhanguera e Bandeirantes. “Por estarmos próximos a essas duas
importantes rodovias nós temos o transporte rodoviário e por star próximo ao
aeroporto de Viracopos nos proporciona a fazer envio rápido de produtos. Além
disso, estamos próximos de centros de tecnologia de pesquisa agrícola com a
Unicamp através das duas faculdades  de
engenharia de alimentos e engenharia agrícola e do Instituto Tecnológico de
Alimentos (ITAL)”, diz.

Aplicações



Os excelentes resultados na aplicação dos produtos vegetais induziram a
empresa a novos estudos e pesquisas para o atendimento de diversos mercados e
aplicações, entre elas o uso de óleos vegetais no setor de mineração,
especialmente na aplicação de perfuração de rochas, e nos equipamentos e
esteiras transportadoras de minério. No mercado de agronegócio o novo produto
está sendo requisitado para os equipamentos de movimentação de terra (tratores,
colheitadeiras, plantadeiras etc.).

Nas usinas de álcool e açúcar, o produto pode ser utilizado em
equipamentos de moenda para a fabricação de álcool e açúcar e nos equipamentos
de colheita mecanizada. Nos portos, sua aplicação é recomendada nas esteiras
transportadoras para embarque de grãos a fim de evitar a contaminação dos
alimentos, pois o óleo vegetal, além de biodegradável, tem também a
característica de atender a especificação de grau alimentício. Também a aplicação
pode ser feita nas defensas de portos e cabos de aço dos guindastes que
movimentam os containers, pois nestes locais existem sérios riscos de
contaminação da água do mar.

Além disso, um dos produtos da companhia, o VG-PRO, um biolubrificante
protetivo, já está sendo exportado para a Oxifree Metal Protection, empresa
norte-americana localizada no Texas. A VGBIO também está finalizando parcerias
com empresas nos mercados norte-americano, europeu e asiático.

Maior
rendimento

Os produtos da VGBIO têm obtido grande
sucesso em diferentes segmentos nos quais o seu rendimento mostra-se superior
ao dos óleos de origem mineral e sintética e por garantir uma série de
benefícios econômicos e de produtividade para os seus clientes. Entre eles,
Roberto Uyvari cita a eliminação do efeito tramping oil nas maquinas de
usinagem de metais. o que gera custos adicionais  com 
paradas para manutenção e limpeza, o descarte do resíduo e os problemas
ambientais relacionados à destinação deste resíduo. “Na área de metal working
(usinagem de metais) o rendimento é 30% maior do que os similares minerais e
sintéticos. No caso de óleo para perfuração, o ECODRILL, o rendimento chega a
200%, além da grande vantagem de contribuir com redução da possibilidade da
contaminação direta dos lençóis freáticos por ser um produto biodegradável e
atóxico”, diz.

 

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