ALEGRIA NO TRABALHO – UM JOGO FÁCIL, ONDE TODOS GANHAM

Chamar mais pessoas para um jogo inovador, em tempos de avanço científico e tecnológico é a proposta do evento inédito “Performance 2020 – O futuro chegou”, que será realizado no próximo sábado (23/11), das 8 às 13 horas, no Vinhedo Plaza Hotel, que fica na avenida Independência, 4.111. Serão apresentadas quatro experiências, com destacados cientistas, médicos e mentores do universo corporativo. Será promovida uma roda de conversa com o Wellington Nogueira, ator, empreendedor social e fundador dos Doutores da Alegria, com a temática “Futuro e a Alegria no Trabalho”.

Para Wellington Nogueira, a era da informação, com a instantaneidade dos conteúdos, as necessidades pungentes de suprir o cotidiano de conhecimento relevante ou não e o desejo incessante de obter recursos, que acompanhem esse novo universo de fomento ao consumo, levam cada vez mais o ser humano a entrar em quadros de ansiedade e ausência da consciência da própria vida pessoal e profissional. “Todo esse processo de transformação traz impactos em todos   os aspectos sociais. Podemos dizer que os novos tempos   sinalizam pontos importantes, que ainda precisamos aprender   acessar de forma conveniente para uma vida de propósitos mais   felizes.  A transição da contemporaneidade carrega modelos   mentais de dor, mas também de delícia e prazer, com base em   escolhas conscientes ou não. Aqui, vamos propor a ludicidade do futuro” como agente de mudança para oferecer brincando ou jogando bases de relacionamento social mais saudáveis”, explica.

O futuro é lúdico

Após 25 anos de atividades em hospitais do Brasil e do mundo, o ator e empreendedor social diz que até hoje não sabe onde começa a vivência hospitalar e onde termina, pois a forma como se vive, principalmente no ambiente de trabalho, que fomenta o uso constante da tecnologia para otimizar resultados, agilidade mental e de ação, faz com que as pessoas projetem mais o futuro, com o peso nostálgico de algum passado obsoleto. Sem viver o presente, provoca as famosas ansiedades, doenças diversas e até a depressão. “Muitas pessoas encontram na crise soluções para dilemas complexos, exatamente quando se faz necessária uma conexão propositiva. É com o recurso da ludicidade que podemos encontrar e valorizar o que está bom e saudável, sem negar, claro, o problema ou a doença. Acredito que o criar de forma lúdica tende a ser o maior antídoto para esse futuro que está aí”, diz.

Jogar junto

Como na obra de Lala Deheinzlin, o “Desejável Mundo Novo”, que propõe uma vida sustentável, diversa e criativa em 2042, Wellington explica que precisamos correr para criar esse mundo mais otimista e que a proposta é apostar nos recursos lúdicos disponíveis a todos. Outra inspiração do ator está no livro “Jogos Finitos e Infinitos”, do autor James Carse, que somada à experiência em hospitais fundamenta a visão da necessidade lúdica. “Neste conceito lúdico de jogo infinito, não jogamos para ganhar do outro, jogamos para que ele continue acontecendo, assim possibilitando que um maior número de pessoas possa participar ganhando junto e que ele não termine com vencedores ou perdedores e sim parceiros de partidas. A ideia é que possamos valorizar mais o ser humano, o único ser capaz de jogar com empatia. As empresas falam em propósito de crescimento, algumas organizações já sabem que podem ser beneficiadas com essa inteligência lúdica coletiva para evoluir de forma mais integral. Este conceito já foi aplicado com sucesso em situação de crise extrema, em territórios de guerra, em campos de refugiados, quando resgataram a ludicidade, retomando uma das primeiras coisas que aprendemos na infância – o brincar. O que está no imaginário inconsciente pode libertar os indivíduos para superar vários traumas”, conta

Modelos Mentais

No dicionário a alegria está ligada ao estado de contentamento, satisfação ou prazer moral. Para Welligton Oliveira, que viveu décadas como palhaço em hospitais, a alegria é o jeito de ver a vida e como se relacionar com ela. “Você pode estruturar experiências de alegria, e se permitir entrar neste jogo infinito de experimentação, sem julgamentos, controle e equacionando a insegurança. A evolução da sociedade pode estar no crescimento, no viver em plenitude. Fazer a transição deste tempo para o futuro, que já bate em nossa porta, não precisa ser de forma dolorosa, poder ser por meio de um crescimento tranquilo e mais feliz, com recursos lúdicos, antes exclusivos ao universo das crianças. Agora, se faz necessário resgatar o brincar e jogar em qualquer idade para viver de forma coletiva de verdade”, conclui.

 

Foto: Wellington Nogueira, ator, empreendedor social e fundador dos Doutores da Alegria.

Crédito: Divulgação.

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