LIBERAÇÃO DE SAQUES DO FGTS PODE INCREMENTAR A ECONOMIA DA RMC EM ATÉ R$ 1,2 BILHÃO

O Governo Federal anunciou na última quarta-feira (24/07), a flexibilização dos saques do FGTS, possibilitando que o trabalhador possa retirar anualmente – por ocasião da data do seu aniversário, a partir de 2020 -, recursos das contas ativas e inativas existentes no referido Fundo.

De acordo com cálculos do Departamento de Economia da Associação Comercial de Industrial de Campinas (ACIC), os últimos dados das contas do FGTS para 2018 mostravam que existiam cerca de 99,7 milhões de contas ativas, e 154,7 milhões de contas inativas, que somadas representam a existência de 254,4 milhões de contas no Fundo em todo o território nacional. Em termos de valores, as contas ativas representam R$ 360 bilhões, e as inativas R$ 20 bilhões.

A proposição é de liberar neste ano, cerca de R$ 30 bilhões, e R$ 12 bilhões no ano que vem (2020), sendo que os saques neste ano ficarão limitados a R$ 500,00 por conta que o trabalhador possuir no Fundo, havendo uma regra de proporcionalidade para calcular o valor da retirada.

Na RMC

O impacto dessa liberação na Região Metropolitana de Campinas (RMC) pode representar uma movimentação total de R$ 1,2 bilhão, sendo R$ 856,4 mil até dezembro de 2019 e R$ 343,6 mil a partir de 2020, cujo o objetivo é aumentar o consumo no Comércio e Serviços, ativando, um pouco mais, as atividades econômicas que estão estagnadas até o momento.

No Brasil

O efeito na economia de âmbito nacional dessa liberação seria a injeção de R$ 42 bilhões, correspondentes a 0,0066% do Produto Interno Bruto (PIB) Nacional, que seriam sacados mensalmente em R$ 500,00 até perfazer os R$ 30 bilhões no final do ano. O restante, R$ 12 bilhões, seriam sacados a partir de 2020, até perfazer o total dos R$ 42 bilhões previstos para o período. “Essas liberações devem provocar um acréscimo ao PIB atual, que está abaixo de 1,0%, ao mesmo tempo em que podem incrementar o Comércio de Bens e Serviços”, afirma o economista da ACIC, Laerte Martins.

 

Foto: Economista da ACIC, Laerte Martins.

Crédito: Divulgação.

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