SOFTWARE FOCADO EM OTIMIZAR FLUXO DE CAIXA DAS PMEs, BARTE ESTREIA COM CAPTAÇÃO DE MAIS DE R$ 6,5 MILHÕES

As pequenas e médias empresas brasileiras enfrentam um constante problema na gestão do seu fluxo de caixa. Processos manuais e pouco poder de barganha levam empresas com muito potencial a uma realidade difícil, em que os seus clientes pagam a prazo, mas os fornecedores cobram à vista. Para piorar, o acesso a capital é restrito.

Para resolver esse problema, a recém-lançada Barte chega ao mercado com uma plataforma que alia automação de pagamentos B2B a soluções financeiras integradas. “As PMEs usam soluções fragmentadas para um mesmo problema. Os processos de  cobranças, pagamentos, gestão e  tomada de crédito são partes de um só tema: fluxo de caixa. O que construímos é uma plataforma que automatiza esses processos e usa os dados para facilitar acesso a capital. Só assim você otimiza caixa por todas as pontas”, explica Caetano Lacerda, CEO da Barte.

Com essa proposta de valor, a Barte atraiu investidores como VentureFriends, Global Founders Capital (GFC) e Flash Ventures em uma rodada pre-seed em que captou mais de R$ 6,5 milhões no final de 2021.

Bagagem

A Barte nasceu com a união das amplas experiências do português Caetano Lacerda e do brasileiro Raphael Dyxklay. Lacerda construiu sua carreira no mercado financeiro em Londres, onde atuou no Deutsche Bank e, posteriormente, na deep tech Tractable, que hoje já se tornou unicórnio.

Ao se mudar para o Brasil, o executivo percebeu os problemas de liquidez e gestão de processos que as PMEs enfrentavam – e para o qual o mercado ainda não tinha uma solução. Foi quando conheceu Dyxklay, que possuía uma bagagem complementar a sua (background em gestão de produtos em cases do mercado brasileiro, com passagens de destaque em empresas como Creditas, Loft e Olist).

Após o aporte de investimento, os sócios mergulharam a fundo no desenvolvimento da startup a fim de compreender quem era o seu cliente e nicho de mercado ideal. Depois de formar o time inicial, a Barte lançou a sua versão beta em fevereiro deste ano e abriu a operação há cerca de três meses, iniciando com os módulos de Contas a Receber e Receita Antecipada.

Expectativas

Neste momento, a plataforma já conta com mais de 2 mil empresas transacionando e construindo uma primeira safra de operações financeiras. A partir da validação do produto, serão criados veículos específicos de financiamento.

O gigantesco potencial desse mercado reforça as expectativas positivas da Barte, que projeta crescer de 15 a 20 vezes nos próximos 12 meses.

A partir da validação do mercado, a expectativa é levantar uma nova rodada de investimentos com algumas apostas em mente: infraestrutura, desenvolvimento do produto e crescimento do time.

O jogo de longo prazo, contudo, é mais ambicioso. Eles afirmam que querem transformar o jeito das empresas transacionarem no Brasil e na América Latina,  garantido que essas interações levem o continente a outro patamar de eficiência. “A América Latina como um todo está passando por transformações enormes. Exemplo: open finance e pix garantido. Já existem ótimas startups decodificando esses benefícios para clientes enterprise. Só que as interações entre PMEs não tem uma ‘cola’ para aproveitar o potencial dos próximos anos. Nossa visão é ser essa ‘cola’”, diz o fundador Raphael Dyxklay.

Mercado

A Barte vem na onda de um novo e efervescente segmento de fintechs. Segundo a Mastercard o mercado global de pagamentos B2B já soma 120 trilhões de dólares. Um mercado tão grande que já cristaliza diferentes nichos internos com alguns unicórnios fora do Brasil.

Uma das modalidades desse segmento são as chamadas plataformas de Cash Flow Management. Como a Barte, essas empresas flexibilizam contas a pagar e receber, integram soluções financeiras e focam especialmente em PMEs. Alguns exemplos são a israelense Melio (que já vale US$ 4 bilhões), a mexicana Higo e a chilena Yaydoo.

Outro exemplo está no nicho de Buy Now Pay Later focado em transações B2B. Nesse caso, estrangeiras como Balance, Hokodo e Slope trazem novas opções de parcelamento nas relações de fornecedores e e-commerces que vendem para empresas. No Brasil, TruePay e Marvin tropicalizaram o modelo através de recebíveis de cartão.

Além disso, segundo uma pesquisa realizada em 2021 pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), no Brasil existe uma lacuna de R$ 166 bilhões por ano em crédito para pequenas e médias empresas. Mesmo assim, as PMEs ainda são o motor da economia brasileira, representando cerca de 30% do PIB do país. O setor já ultrapassa 7,4 milhões de empresas, com crescimento superior a 5% em 2021, de acordo com dados recentes da McKinsey.

Fundada em 2021, a startup brasileira é criadora de uma plataforma B2B que centraliza as transações de PMEs, com o principal objetivo de resolver problemas de fluxo de caixa. Com menos de um ano no mercado, a companhia conta com uma cartela que supera a marca de 2 mil empresas e projeta crescimento de 15 a 20 vezes para o próximo ano.  Apoiada por grandes grupos como VentureFriends, Global Founders Capital (GFC) e Flash Ventures, captou mais de US$ 1 milhão em sua primeira rodada de pre-seed.

 

Foto:  Caetano Lacerda e Raphael Dyxklay da Barte.

Crédito: Divulgação.

 

 

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