BANCOS PRIVADOS: OPORTUNIDADE PARA AUMENTAR CARTEIRA IMOBILIÁRIA

BANCOS PRIVADOS: OPORTUNIDADE PARA AUMENTAR CARTEIRA IMOBILIÁRIA

14 de maio de 2015.
ARTIGO DE RODRIGO COELHO DE SOUZA

As mudanças anunciadas pela Caixa
Econômica Federal para concessão de crédito imobiliário, que começaram a
vigorar no último dia 4 de maio, são uma grande e inequívoca oportunidade para
que os bancos privados possam aumentar suas carteiras neste segmento.

Conforme as novas regras, os
financiamentos com recursos da poupança (Sistema Brasileiro de Poupança e
Empréstimo) terão uma redução do limite do valor total financiado de 80% para
50% do valor do imóvel no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e de 70% para
40% para imóveis no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), pelo Sistema de
Amortização Constante (SAC). A mudança atinge apenas os imóveis usados
financiados com recursos da poupança. Não foram afetados pela mudança, os
imóveis do programa Minha Casa Minha Vida e os financiamentos com recursos do
FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).
É importante frisar que a Caixa detém
70% de todos os financiamentos de imóveis no País, razão pela qual os
concorrentes, caso mantenham a oferta de crédito, financiando até 80% do valor
dos imóveis, poderão ganhar uma fatia expressiva deste percentual. Pelas
notícias iniciais, os bancos privados já vislumbraram esta perspectiva e
pretendem inalterar as exigências para concessão de crédito.
Haverá reflexos também na aquisição de
imóveis na planta, que se tornarão mais atrativos ao consumidor, uma vez que
não foram atingidos pela medida restritiva. Ou seja, as incorporadoras têm a
oportunidade de diminuir seus estoques e alavancar suas vendas.
Segundo a Associação Brasileira das
Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip), os imóveis usados representaram a
maior parte dos financiamentos feitos no país em 2014. Foram 202 mil imóveis
usados financiados, contra 142 mil imóveis novos. As alterações anunciadas pela
Caixa podem equilibrar estes números, caso realmente haja uma migração para o
mercado de imóveis novos.
É extremamente salutar que as demais
instituições financeiras realmente mantenham o percentual de até 80% do valor
do imóvel, para o financiamento imobiliário, caso contrário, o mercado
imobiliário, que já sofre com a recessão econômica poderá se retrair.
Esperamos que as medidas econômicas do
governo surtam efeito, para que possamos retomar o rumo do crescimento e o
incentivo à aquisição da casa própria.
*Rodrigo
Coelho de Souza é presidente da Rede Imobiliária Campinas. E-mail: executivo@redeimobiliariacampinas.com.br.

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