QUANTAS CURTIDAS SÃO NECESSÁRIAS PARA UMA BOA AUTOESTIMA?

ARTIGO DE SUZANE HIGA

Muitas pessoas dependem da aprovação do outro para se sentirem felizes. Mas é possível, e racional, agradar a todos? Não! Por isso, é muito importante que a autoestima, essa força, venha de dentro. É uma forma de acreditar na própria capacidade e enfrentar desafios diários.

Mas por que o número de pessoas que se dizem sem autoestima vem aumentando? Porque estamos em uma fase onde tudo gira em torno da aprovação do outro.

Basta ver as redes sociais. A quantidade de curtidas é muito importante para que as pessoas se sintam amadas e aprovadas.

Ou observe a nova definição de um relacionamento de sucesso: reciprocidade. Você já deve ter visto essa palavra em algum lugar.

É comum dizer que se ofereço x ao outro, devo receber o mesmo x. Porém a expectativa criada sobre o outro não deve servir de parâmetro para saber se a pessoa está sendo recíproca ou não (as pessoas são diferentes e demonstram de formas diferentes), e quando crio “fantasias” sobre o que o outro deveria fazer por mim, e não fazem, é um mínimo injusto ficar desapontada com o outro! Isto está longe do real significado de amor, que deve ser genuíno, sem esperar nada em troca. Mas por causa dessa necessidade de aprovação, o amor passa a ser cobrado.

E como saber se existe a necessidade de aprovação?

Veja abaixo algumas atitudes:

– Não sei dizer não, porque tenho medo de chatear o outro e perder a sua estima por mim;

– Não consigo dar sugestões de melhoria ao outro, porque não sei como irá reagir;

– Deixo de fazer o que quero fazer, ou ser quem sou, por medo do julgamento;

– Falo o que o outro quer ouvir e não expresso minha verdadeira opinião.

Você se reconhece em alguma das situações acima?

Depois dessas atitudes, surge um dos piores autossabotadores: o perfeccionismo exagerado. Viro aquela pessoa que quer ser perfeita em todas as situações. Porém, nunca estou satisfeita com meus resultados. Mesmo que os outros me elogiem, penso internamente “Eu poderia ter feito muito mais”. E por medo de errar, procrastino minhas ações. Não ajo. E quando ajo, não vou até o final…

Sabe por que isso ocorre? Essa pessoa tem tanto medo de ser exposta à humilhação no futuro, que o cérebro, seu aliado, pensa assim “Opa! Se ela está com medo, então é porque tem um risco lá. Não vou deixar ir pra lá!”. Mas pra lá aonde? Para o futuro! E aí, arranja obstáculos para não agir. Consequentemente, para no tempo.

Mas é possível mudar isso! O primeiro passo é a consciência! Quando temos consciência de algo que fazíamos no piloto automático, temos o poder de fazer diferente. Então, faça um teste e fale o primeiro “não”! Verá que tudo continua bem e que foi libertador! Os próximos “nãos” serão com certeza muito mais fáceis.

A primeira atitude você já teve. Agora, se preocupe em se conhecer! “O que eu amo fazer? Quem eu sou, quais os meus valores? Com o que eu me importo? Quais são as minhas crenças?”.

Geralmente, pessoas que não tem autoestima possuem crenças de merecimento, de capacidade ou de identidade. Ou seja, ela não sabe quem é, não sabe o que é capaz de fazer e acha que não merece ter coisas boas na vida. As crenças estão enraizadas na mente. E mudá-las é possível, porém leva tempo e prática.

No Coaching Integral Sistêmico é possível trabalhar todas estas crenças e adquirir novos resultados, melhores. Chamamos de sistêmico, pois todas as áreas são trabalhadas, seja profissional, financeiro, filhos, conjugal, espiritual, etc.

“Posso ser uma boa mãe ao passo que sou ótima profissional. Posso ter muito dinheiro ao passo que não preciso gastar todo o meu tempo trabalhando e me privando da minha família. Em resumo, me conheço, equilibro todas as áreas, e não necessito de curtidas para me aceitar e manter uma boa autoestima”.

 

Suzane Higa, Coaching Integral Sistêmico

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