SEGURO NO CENTRO DAS POLÍTICAS ECONÔMICAS É ESTRATÉGICO PARA ANCORAR O PROGRESSO

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, chamou a atenção para o fato de o seguro precisar ser verdadeiramente colocado no centro das reformas estruturais para o crescimento sustentável do País. Ele assinalou que esta lacuna implicou, historicamente, que País não contasse com a contribuição do seguro em seu papel de ancoragem das políticas econômicas de longo prazo, afetando assim a resiliência da economia brasileira. As declarações de Marcio Coriolano ocorreram durante a solenidade de abertura do 24º Encontro Nacional FenaPrevi, realizado na Bahia, de quinta-feira (13/02) até domingo, (16/02). “Olhando o histórico da nossa atividade, faltou-nos mais sorte, que é um ingrediente importante do sucesso. Por que digo isso? Porque com os planos de estabilização, os seguros tiveram desenvolvimento inédito. Mas, as políticas econômicas de estabilização – e seus efeitos sociais – drenaram toda a atenção para a dimensão financeira, retirando espaço da visão dos formuladores para a contribuição do setor de seguros em seu papel de ancoragem das políticas no longo prazo. Já nos governos Lula e Dilma, o setor também avançou, mercê do ciclo de crescimento pela via da demanda, ganhos de renda média e desconcentração geográfica. Mas a efetiva inclusão da dimensão dos seguros nas políticas públicas não aconteceu, prejudicando a sustentação do desenvolvimento”, afirmou.

Marcio Coriolano declarou-se um otimista incorrigível, vendo um quadro positivo para a atividade, em virtude da recuperação dos fundamentos econômicos, a diretriz da liberdade de empreender e um ambiente regulatório geral de desburocratização. “O comportamento da demanda por seguros tem sido muito impressionante, principalmente a preferência pela proteção da vida, formação de previdência privada e saúde suplementar”, disse, ao destacar que, entre 2008 e 2018, a participação da cobertura de pessoas passou de 30% para 34% do total da arrecadação, enquanto saúde suplementar, de 42% para 45%.

Marcio Coriolano finalizou seu discurso lembrando que os setores de seguros e previdência somam mais de R﹩ 2 trilhões de garantias, as chamadas provisões técnicas, investidas em ativos que representam metade da dívida pública consolidada brasileira. “E podemos contribuir mais”, concluiu.

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) congrega as empresas que compõem o setor, reunidas em suas quatro Federações (FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde e FenaCap). A missão primordial da CNseg é contribuir para o desenvolvimento do sistema de seguros privados, representar suas associadas e disseminar a cultura do seguro, concorrendo para o progresso do País.

 

Foto: Presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano.

Crédito: Divulgação.

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