INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL DE SÃO PAULO DISCUTE SOLUÇÕES PARA O DESTACAMENTO CERÂMICO

14 de janeiro de 2016.
O Sindicato da Indústria
da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) está preocupado com o
aumento da incidência do destacamento cerâmico, patologia que vem causando
graves transtornos técnicos e prejuízos financeiros para as construtoras. O
Comitê de Tecnologia e Qualidade da instituição (CTQ), reunirá representantes
de entidades e sindicatos ceramistas para tratar do problema que está
denegrindo a imagem de diversas empresas junto aos clientes.
De acordo com o
sindicato, dentro do CTQ existem mais de 20 empresas que passam por este
entrave, e entre os fatores intervenientes nos descolamentos cerâmicos estão o
substrato (base), a argamassa colante, a placa cerâmica e a mão de obra. Porém,
o que mais se verifica é que a patologia ocorre só para determinados tipos de
placa cerâmica, exemplo do porcelanato, que nos últimos anos ganhou o mercado
nacional.
O SindusCon-SP aponta
alguns fatores que podem estar causando o destacamento da cerâmica. De acordo
com Jorge Batlouni, vice-presidente do CTQ, 90% das placas que destacaram foram
produzidas no sistema via seca, fato que chamou a atenção do especialista.
Outro motivo pode ter sido a terceirização na fabricação das cerâmicas,
processo que segundo os empresários do setor determinou a queda da qualidade
dos produtos.

O Brasil é o segundo
maior produtor de cerâmica do mundo e chega a exportar 30% da produção. “Somos
o único país do mundo que criou uma norma para porcelanato com padrões mais
rígidos que o mercado internacional”, defende Antonio Carlos Kieling,
presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para
Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres (Anfacer).
O fator de colagem
das peças cerâmicas está diretamente ligado à eficiência dos fabricantes de
argamassas e rejuntes. A Cimentolit, por exemplo, empresa no interior de São
Paulo, possui em sua linha há mais de 10 anos produtos ideais para assentamento
de porcelanatos. “São argamassas que atendem um mercado segmentado, que se
consolidou durante os últimos anos. A Cimenflex Porcelanato é elaborada nas
cores cinza e branca, para utilização exclusiva em Porcelanatos – desde peças
com cores escuras, até os Super Claros e Polidos. Mesmo em assentamentos onde
há sobreposição de porcelanatos, a argamassa Piso sobre Piso garante fino
acabamento, flexibilidade e aderência”, comenta Bruno Badan, diretor comercial
da marca.
Outra novidade é a
linha Cimentolit Mega, lançada no primeiro semestre de 2015. A nova argamassa,
produzida em parceria com laboratórios dos Estados Unidos e Europa, é destinada
às peças extrapesadas, a partir de 0,80 x 0,80m. “Os produtos vão muito além do
que é oferecido hoje no mercado nacional, pois dão a possibilidade de se
colocar porcelanatos de grandes formatos em paredes e fachadas, não
limitando-se apenas ao chão”, completa Badan.
Por um lado os
sindicatos do segmento estão preocupados quanto ao crescimento recente no
índice de desplacamentos de peças, por outro há empresas que enxergam a
oportunidade de apresentar soluções específicas e lançam produtos inovadores
para aumentar a segurança do consumidor.
Fotos 1 e 2 – Cimentolit piso sobre piso.
Crédito: Divulgação.

Veja também

Julio Fujikawa - cnpem-447

PARCERIA BUSCA NOVOS FÁRMACOS NA BIODIVERSIDADE BRASILEIRA

Um programa inédito no Brasil para identificar substâncias bioativas em extratos vegetais da biodiversidade brasileira …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *