CONSULTOR JORGE BAHIA AVALIA QUE MERCADO DIVERGE SOBRE A TAXA SELIC EM 14,25%

CONSULTOR JORGE BAHIA AVALIA QUE MERCADO DIVERGE SOBRE A TAXA SELIC EM 14,25%

17 de maio de 2016.
COLUNA DO CONSULTOR DE EMPRESAS JORGE CARLOS BAHIA
 
Parte do texto do comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que indicou a manutenção da taxa SELIC em 14,25%, diz o seguinte: “Avaliando o
cenário macroeconômico, as perspectivas para a inflação e o atual balanço de riscos, e considerando as incertezas domésticas e, principalmente, externas, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela elevação da taxa Selic em 0,50 p.p.”.
Pelo texto, deduz-se que um dos objetivos do Banco Central é manter a inflação dentro do limite máximo de tolerância do regime de metas que é de 6,5% para 2016, trabalhando forte para em 2017 a mesma ser de 4,5%.
Muitos no mercado entendem que não há mais espaço para aumento da taxa de juros. O cenário atual de crise econômica capitaneada por uma séria crise política é um dos principais argumentos daqueles que entendem que não há mais por onde elevar os juros.
Chegamos ao fundo do poço.
Por outro lado, temos uma corrente que prevê a estabilidade dos juros por um longo período de tempo, mesmo com a economia apresentando o estado atual de completa retração. Sendo
figurante nesse mesmo cenário, o esforço para ter a inflação na meta, o que se comparado ou projetado com as perspectivas atuais será uma missão dolorosa. A inflação projetada para 2016 está em 7,31%.
Fator de atenção nessa avaliação são as incerteza domésticas mencionadas textualmente no comunicado. As questões políticas que vivenciamos são combustível altamente inflamável para tornar o ambiente dos Poderes Executivo e Legislativo fortes antagonistas ou opositores sem a indicação de para qual direção iremos, buscando alcançar a meta de inflação, o controle dos juros, um PIB
satisfatório, enfim uma perspectiva de crescimento mesmo no final do túnel que figurativamente é o exercício de 2016.
No mesmo comunicado do Copom  diz que dois dos seus diretores, vencidos no voto, propuseram o aumento da SELIC para 14,75%. O andar da carruagem no cenário político não descarta essa possibilidade.
Aliás, como mencionamos, em termos figurativos buscamos uma luz no final do túnel, que  seria ele o exercício de 2016. A evolução dos fatos podem nos levar a crer sobre a possibilidade de termos o túnel no final do exercício, motivo pelo qual não podemos descartar que a taxa SELIC possa ter aumento de 0,50 ou mesmo 1 ponto percentual.
Isso é realmente um desalento para aqueles que na atual situação buscam e precisam de capital de terceiros para dar giro aos seus negócios. Fato é que não podemos e não devemos desaminar.
Jorge Carlos Bahia, bacharel em administração de empresas, contador, consultor de empresas, palestrante, professor em cursos profissionalizantes, sócio proprietário do Grupo Bahia Associados,  com experiência profissional de mais de 20 anos em empresas multinacionais atuando na área fiscal, tributária, contábil e controladoria.

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